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Bactéria “comedora de carne” faz quarta vítima em estado dos EUA

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Bactérias Vibrio vulnificus, conhecidas como “comedores de carne”, vistas em microscópio eletrônico de varredura, com ampliação de 13.184 vezesJanice Haney Carr/CDC

Uma quarta pessoa morreu na Flórida, nos Estados Unidos, após ser infectada pela bactéria Vibrio vulnificus, conhecida como “comedora de carne”. O microrganismo pode causar infecções graves e destruir tecidos do corpo. A informação é da Fox News.

A vítima, que tinha entre 75 e 79 anos, morava no condado de Broward, mas ainda não se sabe como ela entrou em contato com a bactéria.

Com a morte, a Flórida chegou a 21 casos de infecção por Vibrio vulnificus em 2026, sendo quatro mortes, de acordo com a atualização do Departamento de Saúde do estado. As outras vítimas fatais moravam nos condados de Bay, Palm Beach e Marion.

A bactéria é encontrada naturalmente em águas marinhas quentes e salobras, formadas pela mistura de água salgada e água doce. A contaminação pode acontecer de diferentes formas, principalmente pela ingestão de frutos do mar crus ou malcozidos, especialmente ostras.

Outra forma de infecção acontece quando um corte ou ferida aberta entra em contato com a água contaminada.

Sinais de infecção

Em pessoas saudáveis, a infecção costuma provocar uma doença mais leve. Porém, o quadro pode ser muito mais grave em pessoas que têm o sistema de defesa enfraquecido, principalmente aquelas com doença crônica no fígado.

Em alguns casos, a bactéria consegue chegar à corrente sanguínea e provocar uma infecção generalizada. Esse tipo de complicação pode colocar a vida da pessoa em risco.

Entre os possíveis sintomas estão febre, calafrios, choque séptico e formação de bolhas na pele.

Quando a bactéria entra no organismo por uma ferida, também podem surgir vermelhidão, dor, inchaço, aumento da temperatura da pele, mudança de cor e saída de líquido no local.

Segundo o Departamento de Saúde da Flórida, as infecções da corrente sanguínea causadas pela Vibrio vulnificus são fatais em cerca de metade dos casos.

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Furacões podem aumentar o risco

A Flórida é frequentemente atingida por tempestades fortes e furacões. Depois desses eventos, enchentes e áreas com água parada podem aumentar as chances de contato das pessoas com a bactéria.

Em 2022, foram 74 casos e 17 mortes. Naquele ano, os condados de Collier e Lee tiveram um aumento incomum de infecções associado aos impactos do furacão Ian.

Já em 2024, foram registrados 82 casos e 19 mortes. O aumento naquele ano aconteceu nos condados de Citrus, Hernando, Hillsborough, Lee, Pasco, Pinellas e Sarasota após os impactos do furacão Helene.

Como evitar a infecção

O Departamento de Saúde da Flórida recomenda não consumir ostras ou outros frutos do mar crus e cozinhar completamente os alimentos. Também é importante impedir que alimentos já cozidos tenham contato com frutos do mar crus ou com o líquido liberado por eles.

Pessoas que tenham cortes ou feridas abertas na pele devem evitar o contato com água salgada ou salobra quente. A recomendação também vale para o contato direto com frutos do mar crus retirados dessas águas.

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, doença crônica no fígado ou doença renal devem usar proteção adequada nos pés para reduzir o risco de cortes provocados por pedras e conchas na praia.

Quando existe suspeita de infecção, o tratamento precisa começar rapidamente. A doença pode ser identificada por exames de fezes, sangue ou de material retirado de uma ferida.

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