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Pesquisa testa ordenha de jumentas e avalia potencial do leite para alimentos e cosméticos

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Estudos conduzidos pela Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) e pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) avaliam a produção de leite de jumenta e o manejo da ordenha de fêmeas do ecótipo Nordestino. Os resultados também podem contribuir para o desenvolvimento de alimentos e cosméticos à base do produto.

Um dos trabalhos registrou produção média de aproximadamente 5 litros de leite por fêmea por dia. O acompanhamento envolveu 14 jumentas e seus potros durante 180 dias de lactação. Além do volume produzido, a equipe analisou como o intervalo entre as ordenhas interfere na quantidade obtida. Esse dado ajuda a definir um manejo que concilie a retirada do leite com as necessidades do potro e o bem-estar da fêmea.

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Intervalo entre ordenhas

Em outra etapa, os pesquisadores avaliaram diferentes períodos de preenchimento do úbere para identificar um intervalo adequado entre as ordenhas. As fêmeas do ecótipo Nordestino passaram por avaliações que mediram a quantidade de leite obtida após diferentes períodos.

Após quatro horas, o volume ordenhado apresentou o maior resultado entre os intervalos avaliados. A análise também identificou alterações nas dimensões do úbere e dos tetos conforme aumentava o tempo de preenchimento.

Assim, os resultados ajudam a estabelecer práticas de manejo mais adequadas para a produção. Ao mesmo tempo, a frequência de ordenha precisa considerar as características das jumentas e a necessidade de manter o desenvolvimento dos potros.

Potencial para alimentos e cosméticos

Além do volume produzido, os trabalhos analisam a composição do leite de jumenta e seus possíveis usos. A equipe avalia componentes nutricionais e compostos presentes no produto que podem interessar às áreas de alimentos e cosméticos.

Nesse sentido, a alimentação dos animais também entrou na avaliação. Uma das análises testou diferentes fontes de óleo na dieta de jumentas do ecótipo Nordestino para verificar possíveis alterações no perfil de ácidos graxos do leite.

Com esses resultados, a UFAPE e a UFRPE avançam na definição de parâmetros para a produção e o manejo das fêmeas. A próxima etapa prevê o desenvolvimento e a avaliação de produtos à base de leite de jumenta, ainda em fase de pesquisa e desenvolvimento.

Além disso, a equipe continua investigando práticas de ordenha, estratégias nutricionais e aspectos relacionados à seleção dos animais. O objetivo é reunir informações que possam apoiar futuros sistemas de produção adaptados às condições do Semiárido.

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