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Por que o Revolut Ultra é hoje um dos melhores cartões do Brasil

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Revolut Ultra permite conversão em moeda estrangeira sem spread e com IOF zeroArquivo/Pé de Milha

Lançado no Brasil em março deste ano, o Revolut Ultra chegou ao mercado com uma combinação rara de cartão premium, conta global e programa de fidelidade. O produto tem pontuação competitiva, inclusive em compras internacionais feitas no débito. O plano também permite converter até R$ 20 mil por mês em moeda estrangeira sem spread e com IOF zero.

A movimentação recente da Revolut no Brasil, com a criação de mais planos de assinatura, envolve também a tentativa de fisgar clientes brasileiros para usar o app como banco principal, não apenas para viajar. Hoje, é possível ter chaves Pix, pagar boletos, obter limite de cartão de crédito, fazer investimentos, entre outras funções de um banco tradicional.

O Ultra, plano mais robusto, custa R$ 249,99 por mês — com isenção a partir de R$ 30 mil por fatura — e inclui acesso ilimitado a salas VIP pelo LoungeKey, seguros associados ao Visa Infinite, cartão revestido em platina e uma série de assinaturas e serviços. 

RevPoints é onde o Ultra realmente se diferencia

RevPoints permite transferir pontos para 49 companhias aéreasImagem editada com IA

O principal argumento a favor do Revolut Ultra está no RevPoints, programa de fidelidade que transforma os gastos do cartão em pontos que podem ser transferidos para companhias aéreas. No Ultra, são 3 RevPoints por dólar no crédito e 1,5 ponto no débito.

Entre os 49 programas parceiros estão Iberia Plus, British Airways Executive Club, Qatar Privilege Club, Finnair Plus, TAP Miles&Go, Turkish Airlines Miles&Smiles e Flying Blue, que reúne companhias como Air France e KLM. Recentemente, também passou a ser possível transferir pontos para Gol e Latam.

A amplitude da rede é relevante para o consumidor brasileiro. Os programas de fidelidade nacionais costumam concentrar suas transferências em um grupo mais restrito de companhias, enquanto o RevPoints, por sua estrutura global, funciona como uma espécie de moeda intermediária para acessar diferentes programas internacionais.

A vantagem fica ainda maior nos parceiros em que a conversão ocorre na proporção de 1 RevPoint para 1 milha, como é o caso do ecossistema Avios (British Airways, Iberia, Qatar Airways, Aer Lingus, Finnair e Vueling).

O programa também oferece recursos para acelerar o acúmulo, como o arredondamento das compras. Nesse caso, a Revolut arredonda o valor de uma transação elegível e utiliza a diferença para comprar RevPoints.

O poder de transferência está no centro da vantagem

A diferença entre acumular muitos pontos e acumular pontos que chegam inteiros ao programa de fidelidade de uma companhia aérea aparece quando colocamos dois cartões diante do mesmo objetivo.

Imagine um consumidor que queira reunir 20 mil milhas para emitir um trecho entre São Paulo e Madri na Iberia. De um lado, um cartão que oferece 4 pontos por dólar, mas cobra 3,5 pontos para cada milha transferida. Do outro, o Revolut Ultra, com 3 RevPoints por dólar e transferência na proporção de 1:1 para a Iberia.

No Revolut Ultra, o gasto médio necessário seria de R$ 34,3 mil, considerando o dólar a R$ 5,15. Em um cartão de 4 pontos por dólar vinculado a um programa como a Livelo, que exige 3,5 pontos para cada milha na Iberia, o gasto chegaria a aproximadamente R$ 90,1 mil (veja a tabela abaixo).

Revolut Ultra Cartão 4 pts/US$
Pontos necessários 20.000 70.000
Gasto em dólares US$ 6.666,67 US$ 17.500
Gasto em reais R$ 34.333 R$ 90.125

Dessa forma, o cartão de 4 pontos por dólar exigiria R$ 55.791 a mais em gastos, mesmo oferecendo uma pontuação nominalmente superior à do Revolut.

Isso acontece porque a taxa de acúmulo, isoladamente, conta apenas metade da história. No exemplo, o cartão tradicional acumula 33% mais pontos por dólar que o Ultra, mas perde muito mais na transferência.

Depois do deságio de 3,5:1, cada US$ 1 gasto gera apenas 1,143 milha. No Revolut, os 3 RevPoints por dólar chegam integralmente à Iberia, resultando em 3 milhas por dólar.

Pontuação no débito

Outro detalhe chama atenção no Ultra: o RevPoints também é acumulado no débito. São 1,5 ponto por dólar em compras elegíveis, inclusive no cartão de débito global. Isso cria uma combinação particularmente interessante para quem viaja ao exterior.

O cliente pode converter reais em moeda estrangeira sem spread e com IOF zero, dentro das condições de câmbio do plano, utilizar o saldo da conta global para os gastos e ainda receber pontos pelas compras feitas no débito.

É algo único no mercado brasileiro. O dinheiro utilizado na viagem pode passar pela conta global, o câmbio pode ocorrer dentro da franquia mensal do plano e a própria despesa internacional ainda pode gerar pontos.

Revolut é muito maior do que parece no Brasil

A Revolut iniciou as operações brasileiras em 2024 e, por um período, sua proposta esteve muito associada à conta global e aos gastos internacionais.

Desde então, o negócio ganhou outra dimensão. Em março de 2026, passou a oferecer crédito em todas as categorias de cartões no Brasil e ampliou o aplicativo com investimentos, conta remunerada em reais e o programa RevPoints.

Fora do Brasil, a escala é de outra ordem. A fintech já ultrapassou 80 milhões de clientes no mundo, mantém mais de 800 mil clientes empresariais e está presente em mais de 130 países e regiões.

A expansão bancária também ganhou velocidade em 2026: a empresa já opera como banco em mais de 30 países, recebeu licenças bancárias integrais na Austrália e na França e, neste mês, obteve aprovação condicional nos Estados Unidos para criar um banco. 

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