Carolina Cimenti, correspondente internacional da Globo em Nova York desde 2016, recordou nas redes sociais os 30 anos da morte do pai, Gianfranco Cimenti. A jornalista contou que tinha 18 anos quando enfrentou a perda, ocorrida na semana de seu aniversário, e afirmou que precisou virar adulta da noite para o dia. Na mesma época, sua avó morreu uma semana depois e a família descobriu uma situação de falência financeira. O relato foi publicado depois que a data inicialmente passou em meio à rotina corrida da correspondente. Carolina Cimenti explicou que o aniversário de morte ocorreu em 23 de agosto, mas a dimensão dos 30 anos sem o pai a atingiu posteriormente. “No último dia 23 foi o aniversário de 30 anos de morte do meu pai. 30 anos sem Gianfranco Cimenti. Confesso que a vida anda tão corrida que eu nem parei para pensar nisso”, disse.
Jornalista fala sobre saudade após três décadas
“Mas hoje esse aniversário de morte me atravessou e não deu para ignorar. Foi um luto muito difícil porque, logo depois de o meu pai morrer [na semana do meu aniversário de 18 anos], a gente ainda perdeu a minha avó — uma semana depois, e nos descobrimos financeiramente falidos. Não foi fácil”, confidenciou a repórter. A jornalista afirmou que ela e os familiares conseguiram atravessar aquele período, apesar das dificuldades. Para Carolina Cimenti, a morte de Gianfranco representou uma mudança repentina na passagem para a vida adulta. Três décadas depois, ela disse continuar pensando diariamente no pai. “Mas aos trancos e barrancos sobrevivemos”, contou. “30 anos atrás eu virei adulta da noite pro dia. E desde lá eu penso nesse veio todos os dias com uma saudade gigante. O que será que ele diria? Como ele reagiria? Que cara faria ao pegar a Frida no colo? Todos os dias. Há 30 anos. Eu amo ele à distância. Às vezes é bom parar para lembrar”, afirmou. Carolina Cimenti encerrou o relato com uma reflexão sobre a própria idade. A jornalista da Globo afirmou que, em 2026, ficará mais velha do que o pai conseguiu ser. “Esse ano eu vou ficar mais velha do que meu pai jamais foi. É uma sensação muito estranha. E tudo que eu queria era exatamente o abraço dele, que congelado no tempo como vive dentro de mim, já é mais jovem que eu”, concluiu.















