As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram dois locais de lançamento de foguetes iranianos posicionados na região do Estreito de Ormuz. O ataque aconteceu neste domingo (30).
O episódio marcou o primeiro ataque registrado em cerca de um mês. Meios de comunicação estatais iranianos informaram que fortes explosões ocorreram nas proximidades da Ilha de Larak. Conforme relatado por um oficial norte-americano à agência Associated Press, as forças iranianas estariam se preparando para lançar foguetes capazes de posicionar minas aquáticas ao longo da rota utilizada por embarcações.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o ataque realizado pelos Estados Unidos na noite deste domingo (30) terá uma resposta. Em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias iraniana IRNA, o grupo declarou que a ação americana “levará à punição do agressor”.
Como começou o conflito
Em 28 de fevereiro, o presidente Donald Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã. A ofensiva envolveu ataques coordenados entre forças dos Estados Unidos e de Israel contra alvos militares, governamentais e de infraestrutura.
Em junho, representantes dos governos americano e iraniano deram início a negociações na tentativa de chegar a um acordo para encerrar a guerra. As tratativas tinham como base um memorando de entendimento firmado pelos dois países.
Apesar das negociações, Estados Unidos e Irã mantiveram a troca de ataques, enquanto o estratégico Estreito de Ormuz se consolidou como um dos principais focos de tensão entre as duas nações.
Por que a região é importante
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente passa pelo local, o que representa aproximadamente 20 milhões de barris por dia.
Países como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque dependem dessa passagem para exportar petróleo, principalmente para países da Ásia.











