Chikungunya cresce na Bahia em 2026 e casos aumentam mais de 280% em relação ao mesmo período do ano anterior
g1
A Bahia registrou um aumento de quase 287% nos casos prováveis de chikungunya em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Até 3 de agosto, foram contabilizados mais de 7.500 casos prováveis da doença no estado. Em 2025, eram menos de 2 mil ocorrências no mesmo período.
A chikungunya é a arbovirose que apresentou o maior crescimento de casos na Bahia neste ano. Ao todo, 181 municípios baianos notificaram ocorrências da doença e uma morte foi confirmada.
Entre as cidades com maior coeficiente de incidência, superior a 100 casos prováveis para cada 100 mil habitantes, está Alagoinhas, a cerca de 120 km de Salvador. O município registrou mais de 2.250 notificações. O número corresponde a cerca de 2% de toda a população da cidade.
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Muritiba também aparece entre os municípios mais afetados, com cerca de 780 ocorrências, enquanto Rio Real registrou mais de 720 casos prováveis de chikungunya.
A chikungunya pode causar febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele. A prevenção depende principalmente da eliminação de água parada, onde o mosquito se reproduz.
Casos aumentam mais de mil por cento em Salvador
Em Salvador, a alta da chikungunya também foi expressiva. Até julho deste ano, foram confirmados 308 casos da doença. No mesmo período de 2025, eram 28 registros. O número representa um crescimento de mais de 1.000% em um ano.
Os casos de dengue também aumentaram na capital, mas em proporção menor. Foram 564 ocorrências confirmadas até julho de 2026, contra 264 no mesmo período do ano passado.
Já os registros confirmados de zika tiveram redução: passaram de 17, em 2025, para seis neste ano.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, as regiões do Subúrbio e de Itapagipe concentram o maior número de casos de chikungunya na cidade.
Diante do aumento das arboviroses, as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da chikungunya, dengue e zika, foram intensificadas em Salvador.
Cerca de 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências. Por isso, as equipes atuam na identificação e eliminação de possíveis criadouros.
Nesta quinta-feira (13), uma ação foi realizada no bairro do Rio Vermelho, onde agentes vistoriaram imóveis e eliminaram recipientes que poderiam acumular água e servir de criadouro para o mosquito.
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