O Irã divulgou neste sábado (08) uma lista de exigências para a reabertura do Estreito de Ormuz. O país afirmou que a passagem só será reaberta caso os Estados Unidos aceitem as condições.
O chefe de segurança nacional do Irã, Mohammad Bagher Zolghadr, apresentou uma lista de exigências que os Estados Unidos terão de cumprir antes que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. As informações são do jornal americano The New York Times (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.
Entre as exigências estão a suspensão do bloqueio naval, o pagamento de indenização de guerra, o fim dos ataques contra aliados iranianos na região e a retirada das tropas americanas das áreas próximas ao país, entre outras condições.
Segundo o jornal americano, é improvável que o governo de Donald Trump concorde com as exigências iranianas.
A importância estratégica do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo crucial entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Pela rota passa cerca de 20% do petróleo mundial e um terço do gás natural liquefeito.
As águas territoriais do estreito são divididas principalmente entre Irã e Omã. O tráfego internacional é regido pelas normas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS).
Por isso, qualquer tensão militar ou ameaça de bloqueio na região costuma provocar impacto imediato nos preços do petróleo e dos combustíveis ao redor do mundo.
Bloqueios no Estreito de Ormuz
As últimas vezes que o Estreito de Ormuz foi fechado foram em fevereiro deste ano; o Irã proibiu o fluxo de embarcações parcialmente ao estreito para realizar exercícios militares, gerando os primeiros alertas de segurança da rota de petróleo.
Entre março e abril, o governo iraniano bloqueou totalmente o estreito como uma forma de retaliação aos Estados Unidos.
Em julho, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã decretou o fechamento por tempo indeterminado após um tiro de advertência contra uma embarcação.









