A Prefeitura de São Paulo suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos nesta terça-feira (04) por causa da greve dos ferroviários nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Com a decisão, carros com placas finais 3 e 4 poderão circular normalmente no Centro Expandido nos dois horários em que a restrição seria aplicada: das 7h às 10h e das 17h às 20h. A medida busca reduzir os problemas de deslocamento provocados pela paralisação.
Os trabalhadores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado durante uma assembleia realizada na noite desta segunda-feira (03). O movimento começou à 0h e não envolve as demais linhas de trem nem o sistema metroviário. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa devem funcionar normalmente. As linhas operadas pelo Metrô e por concessionárias privadas também não fazem parte da paralisação.
Justiça manda manter parte da operação
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) determinou que a CPTM mantenha 80% da operação nos horários de pico e 60% nos demais períodos. A decisão prevê multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento.
A ordem judicial, no entanto, não impede atrasos, intervalos maiores entre os trens e lotação nas estações atendidas pelas três linhas.
A Linha 11-Coral liga a região central de São Paulo a Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo. A 12-Safira circula entre as estações Brás e Calmon Viana, em Poá, também no estado de São Paulo. Já a 13-Jade atende passageiros que se deslocam entre a capital e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Como mostrou o iG nesta segunda-feira, a categoria cobra garantias de emprego e a preservação dos direitos trabalhistas durante a transferência das linhas para a iniciativa privada.
Greve ocorre após falhas nas linhas concedidas
A concessionária Trivia Trens começou a operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em 21 de julho. Três dias depois, o governo de São Paulo determinou que a CPTM reassumisse temporariamente os serviços, após falhas operacionais e um princípio de incêndio em um trem.
A retomada pela estatal deve durar até 90 dias. A concessionária só poderá voltar ao comando integral depois de comprovar que corrigiu os problemas apontados pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Os ferroviários defendem a manutenção dos funcionários da CPTM durante a concessão. Segundo o sindicato, o conhecimento técnico dos trabalhadores é necessário para preservar a segurança e a qualidade dos serviços.
A greve não tem prazo definido para terminar. Passageiros das três linhas devem consultar os canais oficiais antes de sair de casa e reservar mais tempo para o deslocamento.









