O preço do leite pago ao produtor voltou a subir em junho e acumulou alta de 33,1% no primeiro semestre de 2026. Levantamento do Cepea, da Esalq/USP, mostra que o valor médio chegou a R$ 2,7464 por litro na Média Brasil líquida.
O preço avançou 3,02% em relação a maio. No entanto, ficou 0,86% abaixo do registrado em junho de 2025, considerando os valores corrigidos pelo IPCA de junho de 2026. Além disso, a média do primeiro semestre alcançou R$ 2,4659 por litro. Apesar da recuperação, esse valor permanece 14% inferior ao do mesmo período do ano passado.
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Segundo o Cepea, a valorização ocorreu porque o mercado de derivados permaneceu firme. Ao mesmo tempo, a captação de leite cresceu abaixo do esperado em algumas regiões. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) aumentou 2,76% entre maio e junho na Média Brasil. Entretanto, no acumulado de 2026, o indicador ainda registra queda de 11,4%.
Custo Operacional Efetivo
Enquanto isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) permaneceu praticamente estável em junho. O índice avançou apenas 0,24% na Média Brasil. Esse resultado reflete a queda dos preços das matérias-primas usadas nas rações. Por outro lado, a maior demanda pelo produto contribuiu para limitar esse movimento. No acumulado do primeiro semestre, o COE registrou alta de 2,04%.
Mercado de derivados
No mercado de derivados, os preços da muçarela e do leite em pó ficaram praticamente estáveis em junho. Pesquisa do Cepea, com apoio da OCB, aponta altas de 0,08% e 0,38%, respectivamente. Com isso, a muçarela foi negociada, em média, a R$ 35,19 por quilo. Já o leite em pó atingiu R$ 31,89 por quilo.
Por outro lado, o leite UHT registrou queda de 3,07% frente a maio. O preço médio ficou em R$ 4,53 por litro.
Importações
No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos recuaram 4,17% entre maio e junho. Segundo dados da Secex, o volume totalizou 216,76 milhões de litros em equivalente leite.
Na comparação anual, porém, as compras externas cresceram 35,11%. Além disso, o volume importado no primeiro semestre ficou 14% acima do registrado no mesmo período de 2025.
Para os próximos meses, o Cepea avalia que os estoques reduzidos e o avanço mais lento da captação mantêm elevada a concorrência pela matéria-prima. Por isso, a expectativa é de estabilidade com viés de alta nos preços. Ao mesmo tempo, o terceiro trimestre deve registrar aumento gradual da oferta de leite.
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