A Receita Federal paga nesta sexta-feira (31) o terceiro lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2,74 milhões de contribuintes receberão R$ 4,61 bilhões ao longo do dia.
Quem não estiver entre os contemplados ainda poderá receber no último lote, previsto para 28 de agosto. Com os pagamentos realizados em maio, junho e julho, a Receita já terá devolvido cerca de R$ 32 bilhões aos contribuintes.
Quem recebe neste lote?
Os pagamentos serão destinados principalmente aos contribuintes que têm prioridade. Confira a divisão:
- 839.464 restituições para contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via Pix;
- 507.262 restituições para contribuintes enquadrados em outros critérios legais de prioridade;
- 1.396.474 restituições para contribuintes que não fazem parte dos grupos prioritários.
Calendário da restituição do IRPF 2026
Os pagamentos seguem o seguinte cronograma:
- lote: 29 de maio;
- lote: 30 de junho;
- lote: 31 de julho;
- e último lote: 28 de agosto.
Como consultar?
A consulta está disponível desde sexta-feira passada (24) e pode ser feita pelos canais oficiais da Receita Federal.

Basta acessar a área “Meu Imposto de Renda” no portal da Receita Federal ou utilizar o aplicativo oficial disponível para celulares. Também é possível consultar a situação do CPF e verificar se existe alguma pendência que impeça o pagamento.
O que fazer se houver problema no pagamento?
A restituição é depositada apenas em uma conta bancária de titularidade do contribuinte. Caso haja erro nos dados informados ou algum problema na conta indicada na declaração, o crédito não será realizado.
Nessa situação, a orientação é solicitar o reagendamento do pagamento junto ao Banco do Brasil. O serviço permanece disponível por até um ano após a primeira tentativa de depósito.
Para fazer a solicitação, será necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.
Se o dinheiro não for resgatado dentro desse prazo, o contribuinte deverá solicitar o pagamento por meio do portal e-CAC da Receita Federal.
Caiu na malha fina?
Ao consultar a restituição, o contribuinte também pode verificar se a declaração caiu na chamada malha fina, situação que impede o pagamento até que as pendências sejam regularizadas.
A consulta deve ser feita pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), utilizando uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
Depois, basta seguir este caminho:
- acessar “Declarações e Demonstrativos”;
- selecionar “Meu Imposto de Renda”;
- consultar a declaração de 2026.
O sistema informará se a declaração foi processada normalmente ou se existem pendências que levaram à retenção na malha fina.
Na maioria dos casos, isso acontece por divergências entre as informações declaradas pelo contribuinte e os dados que a Receita Federal possui. O erro pode ter sido cometido pelo próprio contribuinte, pela fonte pagadora ou até mesmo por um prestador de serviços.
Ao acessar o e-CAC, será possível identificar qual é a inconsistência e como regularizar a situação.
Se o erro tiver sido cometido pelo contribuinte, será necessário enviar uma declaração retificadora. Após a correção, a declaração volta para a fila de processamento.
Já quando a divergência for da fonte pagadora ou de um prestador de serviços, será preciso aguardar que o responsável faça a retificação das informações.
Nos casos relacionados a erros em informações enviadas pelo INSS, a Receita Federal informou que a correção já está sendo feita automaticamente. Com isso, milhares de contribuintes voltaram para a fila da restituição do Imposto de Renda 2026 sem precisar enviar uma declaração retificadora.
Atenção com golpes

Com a liberação de mais um lote da restituição, também aumentam as tentativas de golpes envolvendo o Imposto de Renda. Desconfie de mensagens que prometem antecipar o pagamento, solicitam dados bancários ou pedem o pagamento de taxas para liberar a restituição.
Antes de clicar em qualquer link, confirme se a informação realmente veio dos canais oficiais da Receita Federal. Em períodos de pagamento da restituição, criminosos costumam aproveitar a expectativa dos contribuintes para aplicar golpes por e-mail, SMS e aplicativos de mensagens.
*Estagiária sob supervisão











