Após muitos jogos repletos de emoção, restaram somente oito seleções na luta pelo título da Copa do Mundo de 2026. Dessas que disputam as quartas de final, três despontam como as principais postulantes a levantar a taça. E buscam isso com um olho nas glórias mais recentes do passado.
Argentina, França e Espanha são vistas como as mais fortes na busca pelo grande objetivo. O curioso é que os três conquistaram o Mundial, há não muito tempo. E suas atuais campanhas possuem diversas semelhanças, com das última vezes que foram campeões do mesmo.
Argentina tenta repetir a dose com brilho de Messi
Detentores do cinturão do título, a seleção argentina disputa a Copa com time muito parecido do de 2022. Não é por acaso que nove dos titulares da final, também iniciaram em campo na vitória heróica de 3 a 2 sobre o Egito — pelas oitavas da atual edição.
Além disso, os “Hermanos” seguem com mesmo treinador. Assim como no ciclo anterior, Lionel Scaloni foi o responsável por comandá-los durante todo ciclo. E ambos foram marcados por um grande aproveitamento, e que também tiveram as conquistas da Copa América (2021 e 2024).
As semelhanças não param por aí. Até porque o grande nome dos argentinos segue o mesmo. Lionel Messi, eleito craque do Mundial anterior, caminha para repetir a dose: ele acumula oito gols, uma assistência e quatro prêmios de melhor do jogo, em cinco disputados.
Neste edição, a Argentina passou com facilidade pela fase de grupos. No mata-mata, entretanto, precisou se superar para não ser eliminado. E agora enfrenta a Suíça, no sábado (11), às 22h (de Brasília), no Arrowhead Stadium (Kansas, Estados Unidos), por uma vaga na semifinal.
França com plantel de estrelas e protagonismo de Mbappé
A seleção francesa vive, provavelmente, a melhor fase de sua história. Ao menos é o que indica as últimas três Copas do Mundo — contando com atual. E todas elas possuem duas grandes semelhanças: Didier Deschamps estava à beira do campo e Mbappé no comando do ataque.
Tanto no título de 2018, quanto no vice de 2022, o plantel que o país levou para competição era considerado como o de maior qualidade. E pode-se dizer que o mesmo evoluiu ainda mais, em 2026. Isso diz muito sobre o grande trabalho de formação de jogadores realizado, durante o período.
Para todo coletivo forte, é necessário um grande protagonista. E Mbappé tem assumido esse, mais uma vez, com louvor. Não é por acaso que marcou sete vezes, em cinco desafios. A tendência, inclusive, é que cedo ou tarde passe Messi para se tornar o maior artilheiro da história das Copas.
Visto como a grande favorita a levantar a taça, a França faz uma campanha irretocável até aqui. As cinco vitórias em cinco partidas não abre brecha para crítica. E enfrenta Marrocos, nesta quinta-feira (9), às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, por um lugar na semifinal.
Espanha se destaca pelo jogo coletivo
Diferentemente dos outros dois favoritos, a Espanha não vinha de bons Mundiais, nas edições mais recentes. Seu único título, em 2010, foi basicamente a única boa campanha feita na competição, desde então. E agora, tenta se igualar em aspectos do mesmo para chegar ao bi.
Assim como no do que culminou na conquista, o ciclo da “La Roja” foi praticamente impecável. Não à toa, levantou a taça da Eurocopa em ambos (2008 e 2024). No atual, inclusive, também levou a Copa das Nações — que só passou a existir a partir de 2018.
A equipe de Luis de La Fuente se assemelha a de Del Bosque em dois aspectos. O primeiro é o estilo de jogo, pautado muito pelo controle da posse de bola. E o segundo, pela grande presença de jogadores revelados na base do Barcelona: são cinco entre os titulares, atualmente.
Ainda que não esteja desempenhando no seu melhor, a Espanha avançou de forma invicta na fase de grupos. E teve dificuldades distintas para passar pelas duas etapas do mata-mata. Agora, tenta superar a Bélgica, nesta sexta-feira (10), às 16h (e Brasília), no SoFi Stadium.











