Cerca de 3,3 milhões de brasileiros já autorizaram o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o abatimento de R$ 3,8 bilhões em dívidas dentro do programa Desenrola 2.0, de acordo com levantamento do Ministério do Trabalho divulgado nesta terça-feira (16).
Pelas regras, cada pessoa pode utilizar 20% do saldo do FGTS no programa, o correspondente a R$ 1 mil, prevalecendo o montante que for maior. A expectativa é de que sejam disponibilizados até R$ 8,2 bilhões.
No entanto, até o momento, apenas R$ 10,3 milhões foram reservados, devido à conclusão de cerca de 17 mil operações com os bancos participantes, no valor médio de R$ 604,73.
Dos trabalhadores que fizeram o pedido, 94,3% optaram pelo saque-aniversário, e não poderão resgatar a parcela anual do FGTS até que seja reposto o valor utilizado no Desenrola. Uma vez que o saldo do FGTS é transferido para a quitação da dívida, a operação não pode ser desfeita.
A consulta ao saldo do FGTS para quitação de dívidas está disponível desde o dia 25 de maio. Porém, de acordo com cronograma da Caixa Econômica Federal, os repasses às instituições financeiras só devem acontecer a partir do dia 25 de junho.
Processo de adesão
O trabalhador que precisar aderir ao Desennrola e abater sua dívida utilizando o FGTS, precisa consultar seu saldo e autorizar o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação. Depois, ele negocia com o banco o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira.
Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.
Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.
O que é o Desenrola?
O Desenrola 2.0, conhecido como Novo Desenrola Brasil, foi lançado pelo governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT) em maio, com o objetivo de tentar reduzir de 30% a 90% as dívidas bancárias das famílias.
A iniciativa engloba cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
Podem participar indivíduos com renda mensal de até cinco salários mínimos (atualmente R$ 8.105), produtores rurais, micro e pequenas empresas, e estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Dentre as dívidas aceitas pelo programa, estão aquelas vencidas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 3 meses e 2 anos.
*Estagiária sob supervisão










