A cumbia está cada vez mais presente na noite paulista e nas pistas de dança de inúmeras casas.
No ano passado aconteceu o primeiro Festival Cumbia a Sol y Sombra. O sucesso de público foi tanto que agora terá uma segunda edição com atrações nacionais e internacionais.
Lucas Pereyra, diretor do festival, nos deu uma entrevista na qual conta as novidades deste ano.
Abaixo também damos a programação do festival que acontecerá no dia 04 de julho, a partir das 18 horas, na casa Sol y Sombra, no bairro do Bixiga, em São Paulo.
Sucesso
O que o público pode esperar dessa segunda edição do Festival Cumbia a Sol y Sombra?
A curadoria deste ano foi pensada com um foco maior no México.
Além de DJs já inseridos na cena latina de São Paulo, teremos a banda Bazuros, representando a cena local.
Um dos aspectos centrais do festival é valorizar não apenas a música, os DJs e as bandas, mas também o ritual da dança da cumbia.
A participação da oficina e vivência de dança, reforça essa dimensão cultural e comunitária que faz parte da essência do gênero.
A proposta também é ampliar a compreensão da cumbia como um gênero latino-americano, pertencente ao continente como um todo e profundamente conectado ao Brasil, especialmente às tradições do Norte do país.
Sua forte presença percussiva dialoga diretamente com elementos fundamentais da música brasileira, revelando heranças culturais e sonoras que aproximam ainda mais esses universos.
Que avaliação você faz da primeira edição? Qual foi o saldo positivo?
A avaliação da primeira edição foi muito positiva.
O principal resultado foi comprovar que existe, em São Paulo, um público interessado em uma programação dedicada à cumbia e à cultura latino-americana, e que esse público está disposto a se reunir em torno dessa identidade cultural.
O festival conseguiu conectar artistas, imigrantes, brasileiros e frequentadores da cena alternativa em um mesmo espaço, criando um ambiente de troca cultural que reflete a proposta do Sol y Sombra desde sua origem.
Mais do que um evento musical, a primeira edição funcionou como um ponto de encontro para pessoas que compartilham referências culturais, histórias de migração e interesse pela produção artística latino-americana.
Outro saldo importante foi o fortalecimento da cena local.
Para os artistas brasileiros, qual foi a importância de terem participado?
Conseguimos dar visibilidade a artistas que vivem e produzem no Brasil, ao mesmo tempo em que estabelecemos conexões com nomes relevantes de outros países da América Latina.
Isso reforçou a percepção de que São Paulo tem potencial para se consolidar como um polo importante da cúmbia e da música latino-americana contemporânea.
Para nós, a maior conquista foi entender que não estávamos apenas realizando um festival, mas ajudando a construir uma comunidade.
O sucesso da primeira edição nos deu confiança para realizar uma segunda, e pensar o projeto como uma iniciativa de longo prazo.

Programação
As atrações do festival são bastante convidativas. Teremos artistas mexicanos, colombianos, chilenos, peruanos e brasileiros. Confira.
Homero y su Cumbia Fuego: banda mexicana, criada em Monterrey, com a liderança de Homero Ontiveros. Faz a sua estreia no Brasil oferecendo ritmos dançantes de seu país.
Mexican Rare Groove: trata-se do Projeto de Gamaliel, que mistura afrobeat, cumbia sonidera, eletrônica psicodélica e son jarocho. Também faz sua estreia no Brasil.
Macha: é o vocalista da banda chilena Chico Trujillo, que já esteve por aqui várias vezes.
Agora ele traz o selo discográfico Perros con Tiña, dedicado ao rock/punk experimental que resgata a história da cena pós-ditadura no Chile.
Uma boa oportunidade para os colecionadores de música latina. Macha também vai discotecar no Festival.
Ori Keffer: bailarina colombiana, formada pelo Ballet Folclórico de Antioquia, que dará uma oficina de cumbia com dança e diversos aspectos da cultura e dos costumes da Colômbia.
Bazuros: banda brasileira de cumbia punk formada em 2020, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.
Misturam também chicha peruana, villera argentina e rebajada. No ano passado lançaram o álbum Mucha Lucha, Poca Plata.
DJ Cecyza: ela nasceu no Perú e vive há 17 anos em São Paulo. Seu trabalho aposta na onda tropical com cumbia, tecnomerengue, eletrocumbia, eletrônica afro-colombiana e peruana.
Faz discotecagem em festas e festivais no Brasil e no exterior.
DJ Pensanuvem: brasileira criadora da festa Macumbia. É pesquisadora de cumbia, reggae e outros ritmos do continente.
Sua discotecagem é eclética, mesclando os nossos sambas e forrós com boogaloo, cumbia, guajira e funk.
Sebastianismos: projeto do músico mexicano-brasileiro Sebastián Piracés, ex-vocalista da banda Francisco, el Hombre. No Festival a Cumbia a Sol y Sombra ele mostra seu lado de DJ, utilizando o melhor da música latina.
Não se esqueça
Esta coluna é um espaço destinado à cultura e músicas latinas. Mais informações sobre esses temas você encontra em www.ondalatina.com.br e no Canal Onda Latina: https://www.youtube.com/@canalondalatina
Assista o videoclipe de El Sonido de la Montaña com Homero y su Cumbia Fuego:












