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EUA retomam bombardeios contra o Irã, que promete retaliar

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Ataques em território iraniano: fim do frágil cessa-fogo Reprodução/X

Os Estados Unidos voltaram a atacar o território iraniano, pelo segundo dia consecutivo, segundo afirmou o Comando Central do Exército (Centcom) norte-americano, nesta  quarta-feira (10). Diante da nova onda de ataques, o Irã prometeu retaliar.

Os ataques começaram nesta terça-feira (9), com o governo de Donald Trump justificando a escalada da guerra à derrubada de um helicóptero, pelas Forças do Exército do Irã, nas proximidades do Estreito de Ormuz.

Ainda não se sabe qual será o impacto dos ataques consecutivos à trégua no conflito. Apesar de frágil, o cessar-fogo foi anunciado pelos dois países, em abril.

Em relação aos bombardeios desta noite, o Centcom divulgou comunicado alegando que “os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.

Pete Hegseth, secretário de Guerra norte-americano, afirmou que o Exército norte-americano irá bombardear “instalações vitais” do Irã “com força” nesta noite. Mas não informou que estava se referindo a instalações militares ou à infraestrutura vital do país.

Hegseth disse ainda que os bombardeios serão “fortes e claros”, avançarão os interesses militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e ajudarão a alcançar uma solução diplomática da guerra.

Mais cedo, o presidente Donald Trump disse que o Exército americano faria novos ataques contra o Irã nesta quarta-feira e lamentou a lentidão das negociações para encerrar a guerra, que, segundo ele, ainda estão em andamento

Ameaça de retaliação 

O Irã, por sua vez, afirmou que as forças armadas iranianas estão totalmente preparadas na noite desta quarta, e que os EUA enfrentarão “respostas duras” caso optem pela agressão.

Afirmaram ainda que a nova escalada do conflito não se restringiria apenas ao Oriente Médio.

De acordo com a mídia oficial iraniana, explosões foram ouvidas nos arredores de Minab e Sirik, cidades localizadas no sul do Irã, próximas ao Estreito de Ormuz.

A mídia iraniana também relatou que os sistemas de defesa aérea em Asaluyeh foram ativados, mas acrescentou que nenhum ataque inimigo ocorreu até o momento no importante centro energético que abriga refinarias e complexos petroquímicos.

Até a publicação desta reportagem, o governo iraniano ainda não havia lançado bombardeios em resposta ao ataque.

Véspera da Copa

A escala da guerra no Oriente Médio se dá na véspera da abertura da Copa do Mundo 2026, que tem o Estados Unidos como um dos países sedes, ao lado do México e do Canadá.

A seleção iraniana está hospedada no México, com visto para circular nos Estados Unidos nos dias em que disputará os jogos no território estadunidense, mas a escalada da guerra só aumenta o clima tenso que envolve os jogadores.

Mais cedo, Ahmad Donyamali, Ministro dos Esportes no Irã, anunciou que sua seleção irá interromper os jogos caso haja qualquer tipo de manifestação política contra o país nos estádios.

O Irã chegou a anunciar uma possível desistência da disputa, em função da guerra, mas depois voltou atrás e confirmou presença.

 

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