Roland Garros acabou e o tênis brasileiro saiu gigante desta edição! João Fonseca e Guto Miguel fizeram história e renovaram a esperança do torcedor brasileiro, mas eles não vêm sozinhos, eles encabeçam uma das mais promissoras gerações, que poderá colocar o Brasil em destaque no cenário mundial do tênis.
Neste dia 9 de junho, em que se comemora o Dia Nacional do Tenista, devemos exaltar todos aqueles que trabalham diariamente para fortalecer o tênis no Brasil. O esporte está em crescimento no país, não só devido aos resultados de João e Guto, mas graças também aos jogadores amadores, professores e a todos os amantes do tênis.
Claro que os grandes feitos de Fonseca e Miguel devem ser exaltados, pois são enormes e talvez você nem saiba o quanto, tanto que eu vou dar uma resumida para vocês:
– João Fonseca, com apenas 19 anos, foi o primeiro brasileiro a chegar às quartas de final de Roland Garros em 22 anos, desde Guga, em 2004, quando ele ainda nem havia nascido. A campanha histórica fez João subir para o 25º lugar no ranking mundial e se tornar o tenista nº 1 da América do Sul. O Brasil não tinha o melhor tenista rankeado do continente há mais de 10 anos.
– Guto Miguel, de 17 anos, foi o primeiro brasileiro na história a ser campeão juvenil de Roland Garros. O título inédito ainda rendeu a ele o posto de número 1 do mundo entre os juvenis. O último brasileiro a ocupar essa posição foi exatamente João Fonseca, em 2023, quando venceu o US Open juvenil, ou seja, Guto vem seguindo os passos e com ele vem toda uma geração.
Após destacar o tamanho das conquistas recentes dos brasileiros gostaria de lembrar alguns outros nomes desta geração que é uma das mais promissoras da história de nosso esporte e não apenas no masculino, pois também temos grandes promessas no feminino, nossas meninas tão jogando demais
Além de João e Guto, é bom vocês ficarem de olho em Leonardo Storck, que perdeu a semifinal de Roland Garros exatamente para o Guto, e as jovens tenistas Victoria Barros e Naná Silva (Nauhany Silva) ambas de 16 anos, que ocupam, respectivamente, as posições de número 3 e 7 no ranking mundial juvenil.
Estamos diante do que pode ser uma geração de ouro para o tênis brasileiro, mas é preciso ter cautela para que não seja colocada uma pressão excessiva em nossos talentos! Vamos respeitar o processo de construção desta nova geração e dar tempo para amadurecerem como atletas.
Vamos torcer, vamos apoiar, e vamos ver (quem sabe?! … e eu confio como confiava na vitória do João contra o Djoko) uma das maiores gerações do tênis brasileiro!












