Dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação aos três últimos meses do ano passado. Em valores correntes, o PIB do país totalizou R$ 3,3 trilhões no período.
O resultado mostra uma aceleração em relação ao quarto trimestre de 2025, quando a alta registrada foi de 0,3%. Esse também foi o maior avanço trimestral desde o primeiro trimestre do ano passado, quando a economia havia crescido 1,3%.
Agro lidera avanço
De acordo com o IBGE, os setores que mais contribuíram para o desempenho da economia foram a agropecuária, a indústria extrativa mineral e outras atividades de serviços.
A Agropecuária foi novamente o principal destaque do período, com avanço de 2%. Já a Indústria subiu 1%, enquanto os Serviços registraram alta de 0,5%.
Dentro da Indústria, os melhores resultados vieram da atividade Extrativa Mineral e da Construção, que cresceram 3,6% e 2,9%, respectivamente.
Embora, por outro lado, teve queda em Eletricidade, gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (-0,3%). A Indústria ficou praticamente estável, com leve alta de 0,1%.
Serviços
Já no setor de Serviços, representa cerca de 70% da economia brasileira, os principais resultados positivos foram registrados em:
- Informação e comunicação: 2,4%;
- Atividades imobiliárias: 1,2%;
- Outras atividades de serviços: 0,8%;
- Comércio: 0,6%;
- Administração pública, saúde e educação: 0,4%.
Mas em contrapartida, Transporte, armazenagem e correio tiveram queda de 0,7%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados recuaram 0,6%.
Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, a Agropecuária e a Indústria tiveram papel importante no desempenho da economia no começo do ano.
Consumo de famílias impulsionou o resultado
O consumo das famílias também teve papel importante no desempenho da economia no primeiro trimestre, crescendo em ritmo próximo ao do PIB.
Medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), avançaram 3,5% entre janeiro e março, após queda de 3,4% no trimestre anterior.
Já o consumo do governo teve crescimento mais moderado, com alta de 0,4%.
Enquanto as exportações recuaram 1,7% no trimestre, as importações cresceram 4,4%, indicando aumento da demanda interna e do consumo no país.
O levantamento também mostrou que a taxa de investimento no primeiro trimestre de 2026 ficou em 16,5% do PIB, enquanto a taxa de poupança foi de 15,5%.
Comparação
Os dados também mostram que o ritmo da atividade econômica vinha desacelerando nos últimos meses. No acumulado de quatro trimestres, o índice passou de 3,6% no início de 2025 para 2% no mesmo período deste ano.
Apesar disso, o resultado do começo de 2026 indica uma retomada mais forte na comparação trimestral. Após altas mais moderadas ao longo de 2025 de 0,3%, 0,1% e 0,3% o PIB voltou a acelerar e registrou avanço de 1,1% entre janeiro e março deste ano.
Em comparação ao mesmo trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,8%, com destaque para o avanço dos Serviços (2,1%), da Indústria (1,6%) e do consumo das famílias (1,7%).
Principais números do PIB
- Serviços: 0,5%;
- Indústria: 1%;
- Agropecuária: 2%;
- Consumo das famílias: 1%;
- Consumo do governo: 0,4%;
- Investimentos: 3,5%;
- Exportações: -1,7%;
- Importações: 4,4%.
Já no acumulado dos últimos quatro trimestres, a economia brasileira registra crescimento de 2%, segundo o IBGE.
*Estagiária sob supervisão












