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Carne bovina enfrenta mercado lento em maio

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O mercado do boi gordo segue com ritmo lento na maior parte das praças brasileiras. Os pesquisadores do Cepea atribuem a baixa liquidez à disputa entre pecuaristas e frigoríficos. Além disso, muitos agentes deixaram o mercado após preencherem as escalas de abate. As escalas seguem alongadas e variam entre oito e 15 dias.

O clima mais frio e a redução das chuvas também pressionam o setor pecuário. As pastagens perderam qualidade desde o fim de abril. Com isso, produtores elevaram a oferta de animais em algumas regiões brasileiras.

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Em São Paulo, o volume de negociações continua limitado nesta semana. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava perto de R$ 340 no início da semana. Além disso, o indicador acumulava queda de 2,72% em maio, até o dia 19.

Suínos

No mercado de suínos, o poder de compra do produtor paulista continua em queda. Segundo o Cepea, a retração frente ao milho já dura oito meses consecutivos. O atual poder de compra é o menor desde fevereiro de 2023.

Os preços do suíno vivo, do milho e do farelo de soja recuaram em maio. Porém, a desvalorização do animal ocorreu de forma mais intensa no período.

Na região de Campinas, o produtor comprou menos insumos neste mês. Para cada quilo de suíno vendido, o produtor adquiriu 3,18 quilos de farelo de soja. Além disso, o mesmo volume permitiu comprar 4,96 quilos de milho. Os números representam recuos de 6% e 4,9% frente a abril, respectivamente.

Na comparação anual, o poder de compra caiu 33,2% frente ao farelo de soja. Em relação ao milho, a retração chegou a 29,1% no período.

Os pesquisadores do Cepea destacaram aumento da procura por carne suína na primeira quinzena de maio. Esse movimento provocou leve reação nos preços do suíno vivo. Mesmo assim, a recuperação não elevou a média mensal das cotações. O Cepea também avalia que os preços devem seguir sem altas até o começo de junho.

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