Carlo Ancelotti confirmou a expectativa geral e atendeu o clamor do público brasileiro nesta segunda-feira (18), ao incluir o nome de Neymar em sua convocação para a Copa do Mundo.
Além de promover o retorno do astro santista à Seleção Brasileira, o italiano também adiantou como planeja utilizá-lo em sua volta ao time canarinho, no maior torneio de futebol do planeta.

A declaração afeta principalmente Endrick, quem não era um nome certo nesta convocação, mas “facilitou” a escolha de Ancelotti na última Data Fifa, quando foi o nome da vitória do Brasil sobre a Croácia.
Centroavante de origam, o jovem jogador até atuou como ponta-direita em algumas oportunidades, todas no Lyon. Na Seleção, no entanto, sempre foi utilizado como a principal referência do ataque.
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Com isso, somado ao fato do provável sistema na Copa do Mundo ser o bom e velho “4-3-3”, Ancelotti indica uma disputa pela função, que um dia já foi de Romário e Ronaldo.
No entanto, assim como a dupla, responsável pelo tetra e pelo penta, dividiu o ataque na maior parte da preparação para o Mundial de 1998, Endrick e Neymar podem formar uma boa parceria.
Apesar disso, a tendência do futebol global vai contra a hipótese. Considerando que, dificilmente Ancelotti abrirá mão de Vini Jr. e Raphinha, Neymar e Endrick só dividiriam a titularidade em um “4-2-4”, semelhante ao “Quadrado Mágico”, que acabou se tornando trágico, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, em 2006.
Arco e a flecha
Dupla improvável, Neymar e Endrick se completariam em uma parceria de ataque. Um dia incisivo, agudo, o astro santista passou a ser um armador ao perder a explosão que já teve.
Muito semelhante à Romário, com sua personalidade em campo, velocidade e fome de gol, Endrick seria a flecha ideal para o veterano Neymar, aproveitando a enorme qualidade técnica do companheiro.
Futuro da Seleção?
Na entrevista coletiva dada após a convocação, Ancelotti esclareceu a confusão envolvendo uma declaração anterior, em que ele disse que Endrick era o futuro do time canarinho.













