A Argentina é o país com a maior dívida internacional do mundo. De acordo com dados divulgados nesta última segunda-feira (27), o país concentra quase 35% de toda a dívida global com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Já o Brasil não consta na lista de devedores divulgada pelo próprio Fundo.
Os números indicam uma dívida da Argentina de 41,8 bilhões de SDR, que são um ativo de reserva internacional conhecido como Direitos Especiais de Saque.
Em reais, o valor chega a quase R$ 300 bilhões. Em dólar, a dívida é de mais de US$ 59 bilhões.
A dívida total do fundo é de mais de 120 bilhões de SDR. A Argentina lidera o ranking dos endividados. Em seguida, aparecem a Ucrânia, com dívida de 10,7 bilhões, e o Egito, que deve 7,4 bilhões. Veja os dez primeiros:
- Argentina — 41,8 bilhões
- Ucrânia — 10,7 bilhões
- Egito — 7,4 bilhões
- Paquistão — 7,2 bilhões
- Equador — 7,2 bilhões
- Costa do Marfim — 3,6 bilhões
- Quênia — 2,9 bilhões
- Bangladesh — 2,8 bilhões
- Gana — 2,8 bilhões
- Angola — 2,4 bilhões
Obs: os números estão em SDR
O valor representa uma dívida internacional e não o total de dívidas públicas no mercado interno de cada país.
Fundo Monetário Internacional

O Fundo Monetário Internacional é uma organização financeira internacional. Quando os países enfrentam crises, o FMI fornece apoio financeiro para ajudar a restaurar a estabilidade e o crescimento.
Ao todo, 191 países fazem parte do grupo.
O FMI tem três missões cruciais: promover a cooperação monetária internacional, incentivar a expansão do comércio e o crescimento econômico e desencorajar políticas que prejudiquem a prosperidade.
Argentina

A relação da Argentina com o FMI é antiga. O país já fez mais de 20 acordos com o Fundo desde os anos de 1950.
Os argentinos vivem um ciclo de crise econômica, inflação alta, desvalorização cambial e necessidade de novos empréstimos.
Sendo assim, o país costuma pegar dinheiro para pagar dívidas antigas.
Em 2018, no governo de Mauricio Macri, a Argentina pegou o maior empréstimo da história da instituição, na época, cerca de US$ 57 bilhões. Um novo acordo foi firmado para refinanciar essa dívida antiga, em 2022.
Mas, em 2025, já com o governo de Javier Milei, o país fez mais um acordo, esse de US$ 20 bilhões. O objetivo era principalmente rolar parcelas anteriores e dar fôlego ao ajuste fiscal.











