Um episódio curioso, e, no mínimo, desconfortável, envolvendo Lando Norris chamou atenção nos bastidores da Fórmula 1. Segundo relato do jornalista Donald McRae, do The Guardian, o piloto teria sido impedido de responder perguntas sobre o regulamento da categoria durante uma entrevista.
Congratulations Lando, on your nomination and win of the Laureus World Breakthrough of the Year Award 🏆#McLarenF1 | #Laureus26 pic.twitter.com/nqPdO2ebNn
— McLaren Mastercard Formula 1 Team (@McLarenF1) April 20, 2026
Intervenção inesperada
De acordo com McRae, tudo corria normalmente até que, nos minutos finais da conversa, ele questionou Norris sobre o novo regulamento. Foi nesse momento que uma voz interrompeu, vinda do telefone do próprio piloto, que estava sobre a mesa.
Era o empresário de Norris, que sequer estava presente fisicamente. Ele afirmou que aquele tipo de pergunta não era permitido. Segundo o jornalista, essa foi a única intervenção durante toda a entrevista, justamente no tema mais sensível.
“Eu não sou o chefe”
Mesmo após a interrupção, McRae tentou insistir. Um representante da equipe, então, encerrou a entrevista alegando falta de tempo. O jornalista ainda fez uma última tentativa, e Norris respondeu de forma direta e reveladora: “Eu não sou o chefe.”
A situação ficou ainda mais simbólica quando McRae argumentou que aquelas pessoas trabalhavam para o piloto. Norris chegou a indicar que poderia responder, mas foi novamente interrompido.
O episódio terminou com um recado final do jornalista à equipe: ele classificou a atitude como um desserviço à imagem do próprio Norris.
E aqui vale a reflexão: até que ponto esse controle protege… ou limita um piloto?












