O preço do petróleo despencou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta terça-feira (07) a suspensão dos ataques ao Irã por duas semanas.
A decisão foi tomada após pedido do Paquistão, que tenta intermediar um acordo entre os países. Com isso, o barril do tipo West Texas Intermediate (WTI) caiu 14% e passou a custar US$ 96.88 (cerca de R$ 500).
O cessar-fogo depende da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota importante por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
Impacto da guerra no petróleo
Após a notícia da trégua, o mercado reagiu rapidamente. O preço do petróleo caiu de forma significativa, refletindo a diminuição da tensão.
A queda indica um alívio momentâneo no mercado, que vinha pressionado pelo risco de interrupção no fornecimento global de petróleo.
Desde fevereiro, quando começaram os conflitos, o fechamento do Estreito de Ormuz vinha elevando os preços, já que a região é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Nas últimas semanas, o preço do petróleo subiu e desceu conforme os acontecimentos do conflito.
Em 16 de março, o barril do Brent chegou a cerca de R$ 525 após os primeiros ataques na região do Golfo. Três dias depois, ultrapassou US$ 115 (cerca de R$ 600) após ações contra instalações de energia no Catar.
Já em 23 de março, um ultimato de Trump provocou queda nas bolsas e aumento no preço do petróleo. Em 01 de abril, novas ameaças de ataque fizeram o valor subir novamente, chegando a cerca de R$ 547,78.
Anúncio da trégua
Trump afirmou que decidiu adiar os ataques após conversar com autoridades do Paquistão, que atuam como intermediários nas negociações.
Segundo o presidente, os objetivos militares já teriam sido alcançados e há avanço nas conversas para um acordo mais amplo.
Trump também disse que recebeu uma proposta com dez pontos enviada pelo Irã e que esse plano pode servir de base para um acordo definitivo. Segundo ele, boa parte das diferenças entre os países já foi resolvida.
Após o anúncio, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchna, confirmou que o país vai reabrir o Estreito de Ormuz durante o período da trégua. Segundo ele, a passagem será considerada segura, desde que haja coordenação com as Forças Armadas iranianas.
O ministro também afirmou que o Irã vai suspender ações defensivas, desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.
Antes do anúncio, Trump havia dado um prazo até as 21h desta terça-feira (horário de Brasília) para que o Irã aceitasse as condições. Ele chegou a ameaçar ataques a estruturas importantes do país, como pontes e usinas de energia, e afirmou que uma ofensiva poderia causar grande número de mortes.











