Um acordo inédito deverá colocar a tecnologia mais afiada do mundo a serviço da preservação ambiental brasileira: o Google, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Serviço Florestal Brasileiro assinaram, nesta quarta-feira (1), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que marca um avanço histórico para a gestão ambiental e o combate ao desmatamento no Brasil.
A Big Tech vai disponibilizar para o governo, sem custos, o acesso a um mapa inédito com imagens de satélite de alta definição referentes a 2008 — ano fundamental para a regularização ambiental conforme estabelecido pelo Código Florestal de 2012.
Por que estas imagens são importantes?
Até agora o monitoramento ambiental dependia de imagens de 2008 disponíveis em baixa resolução, o que tornava difícil identificar pequenas mudanças no uso do solo, por exemplo.
O novo mapeamento oferece uma qualidade até seis vezes superior, permitindo visualizar pela primeira vez detalhes como fragmentos de floresta, margens de rios e sinais de desmatamento, características essenciais para a fiscalização e segurança jurídica.
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“Com esse acordo, vamos qualificar a base de referência do CAR, permitindo maior precisão na análise dos cadastros e na verificação das informações declaradas, especialmente em relação à situação da vegetação nativa no marco temporal do Código Florestal”, afirmou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
Entenda
O Dataset de Imagens Florestais do Brasil 2008 é resultado do processamento de mais de 6.000 imagens dos satélites SPOT, capturadas entre 2007 e 2009.
A iniciativa utilizou o Google Earth Engine, plataforma que combina ferramentas de análise avançada e poder computacional massivo para monitorar a superfície terrestre. Por meio de correções sofisticadas, a tecnologia permitiu eliminar nuvens e distorções, entregando as imagens do marco temporal de 2008 com a precisão dos dias atuais.












