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Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 55%

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Edifício sede da PetrobrasFernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou um novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras em abril, com alta de aproximadamente 55%. O aumento dá sequência a uma série de ajustes mensais realizados pela estatal ao longo do ano, em meio a um cenário de instabilidade no mercado internacional.

O combustível é um dos principais custos das companhias aéreas, representando cerca de 30% das despesas operacionais. Diante da disparada recente, empresas do setor já sinalizam a possibilidade de repasse aos consumidores, com aumento no valor das passagens.

Segundo dados o preço do metro cúbico (equivalente a mil litros) do QAV saltou de R$ 3.631,40 para R$ 5.615,50. No Aeroporto Internacional de Guarulhos, o litro do combustível já chega a cerca de R$ 5,61, variando conforme o local e as condições de abastecimento.

A escalada dos preços está diretamente ligada às tensões no Oriente Médio, que têm pressionado as cotações do petróleo no mercado global. Esse movimento impacta toda a cadeia de combustíveis e força reajustes frequentes, como os adotados pela Petrobras. Entre fevereiro e março, por exemplo, o QAV já havia subido cerca de 9%, enquanto de janeiro para fevereiro houve recuo de 0,5%.

O impacto é sentido pelas companhias aéreas brasileiras, como Gol e Azul, que ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação financeira. A controladora da Gol informou que o setor já havia sido previamente comunicado sobre o reajuste.

O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, classificou o aumento como “moderado” em comparação ao cenário internacional, mas reconheceu que a pressão sobre os custos é inevitável. Segundo ele, para cada alta de US$ 1 por galão no combustível de aviação, seria necessário elevar em cerca de 10% o preço das passagens para compensar.

Na prática, esse repasse já começou. A Azul informou recentemente que elevou os preços das passagens em mais de 20%, refletindo o impacto da alta do petróleo no mercado global. A empresa destacou, no entanto, que está mais preparada para enfrentar esse tipo de cenário após concluir seu processo de recuperação judicial.

Diante desse contexto, o governo federal avalia medidas para reduzir os impactos ao consumidor. Entre as alternativas em estudo estão a criação de linhas de crédito para aquisição de combustível e possíveis cortes de impostos sobre o setor.

*Estagiária sob supervisão

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