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Senado aprova novo Plano Nacional de Educação e metas de ensino

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Projeto tem prazo para os próximos 10 anosWaldemir Barreto/Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o novo Plano Nacional de Educação (PNE), medida que propõe metas, diretrizes e estratégias para a política educacional nos próximos dez anos. Agora, o projeto segue para sanção presidencial.

O novo PNE conta com 19 objetivos e metas a cada dois anos nas áreas de:

  • Educação infantil
  • Alfabetização
  • Ensinos fundamental e médio
  • Educação integral
  • Diversidade e inclusão
  • Educação profissional e tecnológica
  • Educação superior
  • Estrutura e funcionamento da educação básica.

Entre as inovações anunciadas estão a ampliação dos investimentos públicos em educação, atualmente estimados em 5,5% do produto interno bruto (PIB), para 7,5% em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio.

Enviado pelo Poder Executivo ao Congresso em 2024, o texto da foi aprovado pela Câmara em dezembro de 2025. No Senado, foi analisado e aprovado pela Comissão de Educação e Cultura (CE) na manhã desta quarta e enviado com urgência para o Plenário.

Elaborado pelo Ministério da Educação, junto com contribuições de um grupo de trabalho, da sociedade, do Congresso Nacional, de estados, municípios e conselhos de educação e sugestões feitas durante a Conferência Nacional de Educação, em 2024, o texto substitui o atual PNE que se encerraria no final de 2024.

Antes mesmo da chegada do texto ao Senado, a CE fez 23 audiências públicas para discutir o conteúdo do plano, em 2024 e 2025. Outras audiências haviam sido feitas pela comissão antes da apresentação do plano pelo governo.

O texto encaminhado pelo Executivo determinava que o período do próximo plano seria 2024-2034, mas o começo da vigência teve de ser adiado, até que o projeto fosse aprovado pelo Congresso. 

Entendemos que a tramitação dentro de um cronograma aparentemente reduzido, com eventuais ajustes limitados e aspectos de redação, evita a reabertura do mérito amplamente discutido na Câmara, reduz riscos de atrasos decorrentes do calendário eleitoral, assegura condição operacional para o cumprimento dos prazos legais iniciais e mitiga os efeitos negativos da inexistência de um plano nacional no período atual. Sai ganhando a educação brasileira!”, celebrou a relatora.

Críticas à aprovação

A aprovação do texto foi criticada por senadores devido o requerimento de urgência para o projeto. Para o senador Eduardo Girão (Novo-CE), a aprovação apenas de emendas de redação para evitar a volta do texto para a Câmara prejudica a análise do Senado. Ele afirmou que o Senado não pode ser apenas um “carimbador” do que foi feito pelos deputados e pediu mais tempo para a análise do texto.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que havia votado contra o pedido de urgência e apresentado um destaque para alterar o texto, acabou retirando o destaque. Ou seja, ela havia pedido para que um trecho do projeto fosse votado separadamente do restante do projeto, mas cancelou esse pedido. Ela elogiou a disposição da relatora para ouvir as sugestões.

Quero só repetir, Teresa: nós estamos desde 2023 discutindo isso aqui, e tem emendas que a Câmara aprovou que foram sugeridas por mim lá, a gente acompanhou o debate lá também. Então, a gente não vai conseguir nunca ter um plano dos sonhos, mas esse, com certeza, também não é o plano dos pesadelos”, disse a senadora.

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