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Embaixada dos EUA em Bagdá alerta americanos para deixarem Iraque

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Baixada dos EUA em Bagdá, IraqueReprodução

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá emitiu um alerta de segurança, neste sábado (14), orientando seus cidadãos a deixarem o Iraque imediatamente.

O comunicado, que fala de ameaça significativa, foi emitido depois do ataque com mísseis contra o prédio da embaixada, que fica em uma zona fortemente protegida. 

O ataque à embaixada, neste sábado, foi reivindicado pelo grupo iraquiano Kataib Hezbollah, aliado ao Irã.

Em resposta, o governo americano disse que vai enviar mais tropas para a região em conflito.

A embaixada também pede para que americanos não tentem ir à sua sede em Bagdá ou ao Consulado Geral em Erbil por “causa do risco contínuo de mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo iraquiano”.

Leia também: EUA destruíram alvos militares na Ilha de Kharg, diz Trump

O Departamento de Estado americano também já havia ordenado, no início do mês, que funcionários não essenciais e seus familiares deixassem países do Oriente Médio envolvidos no conflito, entre eles o Iraque, por medida de segurança.

Nesta sexta-feira (13), ordenou que funcionários que não desempenham funções essenciais e suas famílias deixassem Omã.

Mais cedo, na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esperar que outros países afetados pelo bloqueio feito pelo Irã no Estreito de Ormuz enviem navios para a área.

Mencionou a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido, entre outros países.

A Casa Branca disse que enviará mais três navios ao Oriente Médio, com uma força expedicionária de 2,5 mil fuzileiros navais, que se juntarão a mais de 50 mil militares americanos na região.

15 dias de conflito

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã há 15 dias.

O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã, e outras autoridades do alto escalão do regime iraniano.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. 

O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei.

Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Após a morte do líder supremo do país, um conselho do Irã elegeu seu filho Motjaba Khamenei para substituí-lo.

Donald Trump deu uma declaração dizendo que não estava feliz com a escolha.

Nesta sexta (13), o presidente dos Estados Unidos, novamente na Truth Social, afirmou que o Irã estaria “totalmente derrotado” e que não está disposta a aceitar um acordo de cessar fogo.

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