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Probabilidade de El Niño supera 80% para o fim de 2026

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Fenômeno El Niño provoca aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pode alterar padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planetaDivulgação/Nasa

O fenômeno climático El Niño no Oceano Pacífico tem mais de 80% de probabilidade de ocorrer na segunda metade de 2026, após um primeiro semestre em que o oceano deve permanecer em condição considerada neutra.

Segundo a atualização mensal da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), divulgada nesta quinta-feira (12), o cenário predominante no início do ano ainda é de neutralidade climática, situação em que as temperaturas do oceano ficam próximas do normal.

No período entre março, abril e maio, a probabilidade de o Pacífico permanecer nessa condição chega a cerca de 93%.

A partir do trimestre entre abril, maio e junho, os modelos de previsão começam a indicar uma possível mudança. Nesse período, a chance de início do El Niño aparece em torno de 15%, embora a neutralidade ainda seja o cenário mais provável.

Entre maio, junho e julho, a possibilidade de formação do fenômeno sobe para cerca de 45%, aproximando-se das condições neutras.

A mudança se torna mais evidente no período entre junho e agosto. Segundo a NOAA, a probabilidade de El Niño chega a cerca de 62%, superando a neutralidade, que cai para aproximadamente 38%.

Nos meses seguintes, a tendência de aquecimento do oceano aumenta. A estimativa indica cerca de 72% de chance entre julho e setembro, aproximadamente 80% entre agosto e outubro, cerca de 82% entre setembro e novembro e por volta de 83% no período de outubro a dezembro.

  • SAIBA MAIS: El Niño pode provocar calor excessivo neste ano, aponta ONU

Situação atual

O boletim semanal mais recente da NOAA indica que a temperatura da superfície do mar em uma área chamada Niño 3.4, usada como referência para monitorar o fenômeno, estava cerca de 0,1°C abaixo da média. Esse valor é considerado muito próximo da neutralidade.

Em outra área do oceano, conhecida como região Niño 1+2 e localizada perto das costas do Equador e do Peru, a temperatura da água estava cerca de 0,9°C acima da média. Esse aquecimento indica o início de um chamado El Niño Costeiro, que deve continuar nos próximos meses ao longo do litoral desses países.

Mesmo com a neutralidade predominando neste momento, especialistas destacam que isso não significa ausência de eventos climáticos intensos. Outros sinais da atmosfera ainda indicam efeitos associados à La Niña observada nos meses anteriores.

O que é o El Niño

O El Niño ocorre quando as águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal e os ventos que sopram de leste na região ficam mais fracos.

A situação oposta é chamada de La Niña. Nesse caso, as águas ficam mais frias que o normal e os ventos são mais fortes.

Esses fenômenos costumam acontecer a cada três a cinco anos e podem alterar o clima em várias partes do planeta. A interação entre oceano e atmosfera pode provocar mudanças como chuvas mais intensas, períodos de seca ou temperaturas diferentes do padrão habitual.

No Brasil, os efeitos variam conforme a região. No Sul do país, episódios de El Niño costumam aumentar o risco de chuvas fortes e enchentes, enquanto a La Niña está associada a maior chance de estiagem. Já no Nordeste, o El Niño pode intensificar períodos de seca, enquanto a La Niña costuma favorecer mais chuva.

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