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Irã fecha Estreito de Ormuz e ameaça atacar navios

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Estreito de OrmuzDivulgação/Nasa

A Guarda Revolucionária do Irã declarou neste sábado (28) que fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou abrir fogo contra qualquer embarcação que tente atravessar a passagem marítima, segundo relatos da mídia iraniana. As informações são do The Times of Israel.

A decisão foi anunciada após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em um ataque israelense. Em meio à escalada, o grupo também afirmou ter atingido um navio-tanque ligado aos Estados Unidos na mesma região.

De acordo com veículos iranianos, o comandante da Guarda Revolucionária anunciou que o estreito está fechado e que o país irá incendiar qualquer navio que tente cruzar a área.

A via marítima é considerada estratégica para o transporte de petróleo e gás, concentrando cerca de um quinto do fluxo global da commodity.

No sábado, a Guarda já havia informado o bloqueio da passagem após o início de ataques envolvendo forças dos Estados Unidos e de Israel.

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Em comunicado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que atacou um petroleiro que classificou como ligado aos EUA. Segundo a nota, “o petroleiro ATHE NOVA, um dos aliados dos americanos no Estreito de Ormuz, ainda está em chamas após ser atingido por dois drones”.

A ação, segundo o grupo, integra uma série de ofensivas em resposta a uma operação conduzida por forças estadunidenses e israelenses.

Versão dos Estados Unidos

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) afirmou que o Estreito de Ormuz não está fechado, apesar das declarações iranianas. A informação foi divulgada pela emissora Fox News.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas para exportação de petróleo no mundo. A possibilidade de interrupção no tráfego marítimo levanta preocupações no mercado internacional de energia.

Como começou o conflito

Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel tiveram início no sábado (28). Em resposta, o governo do Irã passou a realizar ações contra países do Oriente Médio que sediam bases militares norte-americanas.

No domingo (01), a mídia estatal iraniana informou que o aiatolá Ali Khamenei morreu durante os bombardeios. Após a confirmação, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país lançaria a “ofensiva mais pesada” de sua história.

Nesta segunda-feira (01), o conflito chegou ao seu terceiro dia.

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