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Erros comuns que prejudicam a preparação para um concurso

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Saiba quais os erros comuns que prejudicam a preparação para um concursoReprodução/ Unsplash/ Unseen Studio

A preparação para concursos públicos exige estratégia, disciplina e constância. No entanto, muitos candidatos acabam cometendo falhas que comprometem o desempenho ao longo da jornada.

Em entrevista cedida ao iG, o advogado e especialista em concursos, Sérgio Camargo, destacou quais são os erros mais comuns e deu orientações para uma rotina de estudos mais eficiente.

Segundo ele, os problemas mais recorrentes é a falta de foco, de planejamento e de constância nos estudos. Além disso, o especialista destaca que o planejamento precisa ser construído ao longo do processo, respeitando o perfil de cada candidato, e não ser baseado em uma “fórmula miraculosa”, capaz de garantir aprovação em poucos dias.

Ao relembrar sua própria trajetória, Camargo conta que utilizava fichamentos em pequenos papéis, onde registrava os pontos mais importantes das disciplinas. Esse material servia como base para revisões posteriores, evitando o acúmulo desnecessário de novas informações sobre conteúdos já estudados. 

Para ele, a disciplina diária é indispensável: “tem que estudar todos os dias, nem que seja uma ou duas horas ao dia”.

A importância das questões anteriores

Candidatos devem ficar atentos em relação ao estilo das bancas examinadorasReprodução

Outro erro comum é deixar de resolver questões de provas anteriores. Para Camargo, essa prática serve para compreender o estilo de cobrança da banca examinadora. Por esse motivo, ele afirma que considera muito válida a resolução de questões passadas, desde que estejam alinhadas à instituição responsável pelo concurso desejado.

Ele lembra ainda que cada organizadora, como Cebraspe, FGV ou Cesgranrio, possui características próprias, e misturar estilos pode gerar confusão. Com maturidade acadêmica e critério na escolha do material, a análise de exames anteriores se torna um recurso bastante válido na preparação da prova.

Revisões periódicas fortalecem a fixação

Sérgio também alerta que negligenciar revisões periódicas pode comprometer a fixação do conteúdo. Ele recomenda reservar ao menos um dia por mês para retomar resumos e reforçar os pontos principais já estudados.

E reforça que o mais importante é revisar de acordo com o estilo escolhido pelo concurseiro, seja por meio de anotações, gravações em áudio ou qualquer outra estratégia que facilite a fixação do conteúdo.

Como administrar o excesso de conteúdo?

Como administrar o excesso de conteúdo ao se preparar para um concurso?Reprodução/ Freepik

Ao ser questionado sobre como lidar com o excesso de conteúdos e a falta de tempo para estudar, Sérgio Camargo afirma que a principal questão é manter o foco e tomar cuidado em relação a procedência dos matérias utilizados. Segundo ele, atualmente há uma grande oferta de apostilas e materiais, mas optar por soluções rápidas nem sempre gera resultados consistentes.

O especialista alerta para o risco de utilizar conteúdos sem procedência clara, como apostilas encontradas na internet ou enviadas por terceiros, sem saber quem produziu ou qual é a fonte das informações. 

Para ele, é essencial optar por materiais confiáveis, com autoria e referências claras, a fim de evitar conteúdos com erros que possam prejudicar a preparação do concurseiro

Dica para uma rotina mais eficiente e equilibrada

Ao sugerir uma rotina mais eficiente e equilibrada, Sérgio Camargo afirma que a principal dica é ter apego à realidade. De acordo com o especialista, o candidato precisa entender quanto realmente consegue estudar por dia, sem criar metas exageradas.

Ele explica que propor jornadas de 10 ou 12 horas diárias logo no início não costuma ser produtivo, já que o cérebro mantém alta concentração por cerca de 40 a 60 minutos antes de precisar de uma pausa. Por isso, recomenda intervalos de cinco a dez minutos após cada período de estudo para recuperar o foco.

Para Camargo, o mais importante é a constância. Se a pessoa consegue estudar quatro horas por dia durante a semana e duas horas no fim de semana, por exemplo, esse ritmo deve ser mantido. A rotina precisa ser compatível com a realidade de cada um, respeitando limites e garantindo regularidade ao longo do tempo.

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