O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, afirmou neste domingo (01), após a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo na Arena Barueri, que o time foi superior durante toda a semifinal do Campeonato Paulista. Para ele, o rival “entra no jogo num lance duvidoso”, em referência ao pênalti que originou o gol são-paulino.
Na avaliação do treinador, o Palmeiras controlou as ações até abrir 2 a 0 e só perdeu terreno após a penalidade convertida por Calleri. A classificação coloca o clube na sétima final estadual consecutiva, agora contra o Novorizontino, equipe que aplicou 4 a 0 no Verdão na fase inicial.
Como o treinador viu a partida
Abel sustentou que o início da partida foi determinante. Segundo ele, o Palmeiras encontrou espaços na saída de bola adversária e executou o plano de pressão com eficiência.
“Nós entramos muito bem no jogo, quer com bola, quer sem bola”, afirmou.
O treinador classificou como justa a vantagem construída e disse que o time foi “melhor naquilo que tem que ver com tudo o que se passou ao longo dos 90 minutos”.
O técnico reconheceu que o São Paulo cresceu após o pênalti marcado no segundo tempo, quando o placar estava 2 a 0. Para ele, o lance recolocou o adversário na disputa e alterou o ambiente da partida. “Acho que o nosso adversário entra outra vez no jogo num lance duvidoso”, declarou. Ainda assim, minimizou o volume de posse rival e disse que, à exceção de chutes de fora da área, o Palmeiras não sofreu pressão efetiva.
Ao comentar a atuação de Vitor Roque, que deixou o campo chorando no primeiro tempo após sofrer faltas, Abel destacou o perfil competitivo do atacante. “Ele para mim é um leão, não é um tigrinho”, disse. Segundo o treinador, o jogador precisa de acompanhamento próximo, mas respondeu em campo e ajudou na dinâmica ofensiva.
A entrevista também foi marcada por críticas ao calendário do futebol brasileiro. Abel defendeu que equipes que disputam fases decisivas tenham, no mínimo, três dias de intervalo entre partidas. “No mínimo três dias tem que ter”, afirmou, ao comparar a preparação física ideal com a sequência de jogos enfrentada pelo elenco.
O técnico ainda citou o ídolo Ayrton Senna ao explicar seu comportamento à beira do campo. Disse que, fora da competição, busca equilíbrio, mas que durante os jogos assume postura mais intensa. Reforçou que o objetivo é manter o foco nos processos, não apenas no resultado, e que a ida à sétima final consecutiva representa “muito orgulho” pelo trabalho desenvolvido.
Sobre o Novorizontino, adversário na decisão, Abel alertou para as dificuldades. Lembrou que a equipe ainda não perdeu em casa e tem força nas bolas paradas. A final será disputada em dois jogos, com a segunda partida no estádio do rival, dono da melhor campanha geral.
A decisão começa no dia 4, com a partida sendo realizada na Arena Barueri. O segundo jogo ocorre no dia 8 no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, no interior de São Paulo.














