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Conselho de Segurança da ONU se reúne após ataques contra o Irã

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Conselho de Segurança da ONU se reuniu após ataque dos EUA e Israel ao Irã Reuters

O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que se reuniu neste sábado (28) após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã. 

Diplomatas informaram que o órgão, composto por 15 membros, cada um com direito a um voto,é responsável por manter a paz e a segurança internacionais.  A sessão iniciou por volta das 18h (horário de Brasília). A reunião foi conduzida pelo Reino Unido, que exerce a presidência rotativa do Conselho neste mês.

A missão da Rússia na ONU afirmou que Rússia e China solicitaram uma reunião de emergência. O encontro também foi pedido por França, Bahrein e Colômbia.

O grupo assume a liderança na determinação da existência de uma ameaça à paz ou de um ato de agressão. O órgão insta as partes em disputa a resolverem o conflito por meios pacíficos e recomenda métodos de negociação ou termos de acordo.

O Conselho pode recorrer à imposição de sanções ou até autorizar o uso da força para manter ou restaurar a paz e a segurança internacionais. De acordo com a Carta das Nações Unidas, todos os Estados-membros são obrigados a cumprir as decisões do Conselho.

Além dos cinco membros permanentes China, França, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos, fazem parte do Conselho de Segurança: Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá, Somália. Cada um deles, com mandatos de dois anos.

O que foi discutido na reunião?

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, condenou os ataques de ambas as partes. “Estamos testemunhando uma grande ameaça à segurança e à paz internacional. A ação militar traz o risco de gerar uma reação em cadeia que ninguém pode controlar na região mais volátil do mundo”, afirmou.

Em seu pronunciamento, Guterres lamentou que as negociações em curso sobre um acordo nuclear tenham sido prejudicadas pelo ataque.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, lamentou os ataques e instou todas as partes a retornarem às negociações, afirmando que a escalada do conflito resultará em “morte, destruição e sofrimento humano”.

Brasil condenada ataque coordenado

O Itamaraty, órgão brasileiro responsável por gerenciar as relações diplomáticas, condenou a ofensiva americana e israelense e pediu respeito ao direito internacional.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil. As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.”, diz a nota.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil defendeu negociações e apelou “a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção”.

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