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“México está calmo”, diz presidente após envio de mais soldados

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México viveu momentos de caos desde domingo (22)Reprodução | X

Após caos instaurado no México, após morte do narcotraficante Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, no último domingo (22), durante uma operação militar, a presidente,  Claudia Sheinbaum Pardo, disse que o país “está calmo” e que a paz estava sendo 

Segundo a chefe de Estado, o país amanheceu sem nenhum bloqueio nas estradas e as atividades começaram a ser restabelecidas em Jalisco.

“O mais importante neste momento é garantir a paz e a segurança de toda a população . Quando algo assim acontece, precisamos estar muito bem coordenados e encarar a situação com grande responsabilidade.”, disse ela. 

Desde a noite de domingo, o governo do México tinha enviado mais 2,5 mil soldados para reforçar a segurança em Jalisco e estados vizinhos. O secretário de Defesa Nacional do México, Trevilla Trejo, detalhou que a presença militar foi reforçada e que membros das Forças Especiais chegaram à área em três aviões da Força Aérea Mexicana (FAM).

O Secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, informou que a operação foi realizada pela Secretaria de Defesa Nacional, pela Secretaria da Marinha (Semar) e pela Guarda Nacional para proteger a população e desobstruir as vias, o que permitiu o fim da violência ao final do dia.

Caos no México

Ao todo 70 pessoas foram presas em sete estados, após 85 bloqueios de estradas na Baja California, Estado do México, Michoacán, Guanajuato, Guerrero, Jalisco, Oaxaca, Sinaloa, Tamaulipas, Veracruz e Zacatecas.

Após a prisão do alvo prioritário, as forças federais sofreram 27 ataques; em Jalisco, 25 membros da Guarda Nacional, um guarda penitenciário e um funcionário da Procuradoria-Geral do Estado, além de uma mulher e 30 criminosos, foram mortos.

Em Michoacán, ocorreram 13 ataques que resultaram em 15 policiais feridos e quatro criminosos mortos.

A morte de El Mencho

Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, morreu durante uma operação militar no último domingo (22). Ele era ex-policial e líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), que traficava cocaína, metanfetamina e fentanil aos Estados Unidos.

A operação teve início dois dias antes da morte de El Mencho, por meio de um serviço de inteligência militar, que acompanhou a namorada do traficante. Após uma visita da mulher, os policiais descobriram o local em que o suspeito estaria escondido.

À noite, foi confirmada a presença do líder do cartel no local. Os policiais tentaram realizar a prisão do homem, mas ao chegarem à residência, iniciou-se um confronto.

Quatro agentes foram mortos e três suspeitos ficaram feridos, incluindo o líder El Mencho. Os três chegaram a ser socorridos, mas morreram no caminho para o hospital.

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