MENU

Roblox: como agem os aliciadores de crianças no jogo online

aniversario cidade
Shadow
Roblox tem mais de 144 milhões de usuários por diaROYALTY-FREE PHOTO/PICKPIK

Uma plataforma com milhares de jogos criados pelos próprios usuários ganhou o coração de crianças em todo o Brasil. É lá, que 144 milhões de usuários diários conseguem criar novos cômodos, personagens, e principalmente interagir com outros usuários. De repente, o Roblox ganhou uma atenção ainda maior.

Aliciadores de menores invadiram a plataforma e iniciaram uma série de práticas inadequadas. O número de denúncias e investigações no Brasil cresceu, em sua maioria relacionado a chantagens e crimes de divulgação de fotos íntimas de criança por parte de outros usuários. 

Uma reportagem do Fantástico mostrou como esses aliciadores agem para atrair às vítimas. 

Entre o total de usuários por dia, 50 milhões são menores de 13 anos e outros 57 milhões têm entre 13 e 17 anos, de acordo com dados do Roblox. Para conseguir controlar o acesso à plataforma e filtrar a idade dos jogadores, no início do ano, o Roblox implementou verificação facial e conseguir restringir o chat para crianças.

As novas regras que limitavam o limite de idade no chat do Roblox mobilizaram protestos de crianças na plataforma. A própria empresa afirmou que essa classificação não tem caráter formal e apenas sinaliza restrições. Como grande parte dos conteúdos é criada por usuários, diversos ambientes apresentam temas inadequados para menores.

“A gente vê jogos que induzem ao suicídio e que simulava ataque a escolas, e a faixa etária ali era de nove anos de idade. Não deveria nem existir esse tipo de jogo. Cerca de 90% das nossas vítimas são inicialmente cooptadas no Roblox e em jogos online. É muito comum que ali, eles se conheçam migrem para um outro aplicativo de conversa e eles começam um namoro, uma amizade virtual”, disse a delegada de Polícia Civil de São Paulo Lisandrea Salvariego Colabuono ao Fantástico.

Autoridades relatam a existência também de bailes funk com músicas sexualizadas, jogos com apologia a facções, jogos que oferecem “dinheiro” ao jogador por “matar pessoas”, e até mundos com “venda de crianças“.

Nesse meio, a polícia se depara com uma ação invisível: adultos se passando de crianças para criar um vínculo com os usuários. De acordo com a delegada, eles ganham a confiança de menores, conduzem as conversas para outro lugar e aí os manipula até conseguir o que quer.

“O agressor consegue a confiança da vítima e nessa interação de troca de fotos íntimas, a vítima fica totalmente na mão do agressor. O Roblox é a porta de entrada”, continua a delegada

O que diz a empresa

A empresa disse em nota que não permite que os usuários compartilhem imagens ou vídeos no chat e que a comunicação no Roblox não é criptografada para que a empresa possa monitorá-la. Além disso, afirma proibir conteúdo inadequado ou que promova atividades ilegais como glorificação de drogas, gangues ou a recriação de eventos sensíveis do mundo real, como tiroteios em escolas.

A plataforma ainda afirmou que trabalha para detectar e remover esse tipo de conteúdo, incluindo o uso de verificações humanas e automatizadas.

PUBLICIDADE

Instale nosso App Instale nosso App
Instale nosso App