O Derby disputado neste domingo (8), numa Neo Química Arena lotada, foi praticamente de um time só: o Corinthians. Mas o Palmeiras já havia mostrado nessa temporada que não precisa de muito para chegar à vitória. E foi malandro quando o caldo apertou, além de eficiênte quando a oportunidade apareceu para vencer o duelo por 1 a 0, pelo Campeonato Paulista.
Embalado pela boa fase e pelos mais de 43 mil torcedores que compareceram ao estádio, o Timão foi melhor em boa parte dos 90 minutos. Mas o que faltou para ele, sobrou para equipe de Abel Ferreira conseguir mais um resultado positivo, mesmo longe de apresentar um bom nível de atuação. Esse que manteve os 100% de aproveitamento nos clássicos nesta temporada — venceu Santos e São Paulo anteriormente.
Muito domínio e pouca criatividade
Desde o apito inicial, os donos da casa deram o recado que iriam tentar se impôr sobre o alviverde. E conseguiram executar o que foi planejado com uma grade dominância em todas as fases do campo, mas principalmente no meio de campo. Com a marcação encaixada, via o adversário voltar a abusar das ligações diretas.
Havia um fator determinante que fazia a posse sempre voltar para os comandados por Dorival Jr: Gabriel Paulista e Gustavo Henrique ganham todas da dupla Flaco-Roque. Ainda que tivesse tido a bola por 65% do tempo, no primeio tempo, ficou evidente a falta de criatividade e de eficiência no último toque para transformar a superioridade em chances de gol.
Malandragem em pênalti perdido
A oportunidade de ouro do Corinthians veio em lance inusitado, quando Carlos Miguel saiu do gol em cobrança de escanteio e só acertou a cabeça de Gustavo Henrique. Raphael Claus, marcou o pênalti. Enquanto a maioria dos jogadores e a comissão técnica do Palmeiras, Andreas Pereira fazia algo que seria determinante para o desfecho do lance.
O camisa 8 aproveitou a distração coletiva ao redor para danificar a marca do cal. E a ação anti-jogo deu resultado. Memphis Depay escorregou no momento da batida e jogou a bola muito para fora. Essa foi a segunda cobrança, de duas que teve, que o alvinegro desperdiçou em 2026 — Yuri Alberto também errou o gol contra o Santos.
Carlos Miguel salva o Palmeiras
Após uma etapa inicial muito abaixo do esperado, a equipe de Abel voltou com outra postura do intervalo. E tentava tomar o controle das ações nos primeiros minutos. Mas o Timão não demorou muito retomar o domínio, com uma diferença dessa vez: conseguiu transformar o mesmo em chances criadas.
O que não contavam, é que iriam parar numa muralha embaixo da baliza adversária. Carlos Miguel, que havia falhado no pênalti cometido, fez uma sequência de três grandes defesas em apenas sete minutos. O goleiro se tornou peça fundamental para manter o zero no placar.
Abel quase brilha com mexida inesperada
A notória dificuldade do Palmeiras fez com que o treinador promovesse uma substituição inesperada: tirou Vitor Roque para colocar Luighi. E o camisa 9 não ficou nada satisfeito com a saída, deixando clara a insatisfação no banco de reservas. A mexida, entretanto, quase deu resultado imediato.
Somente 15 minutos depois de entrar, o garoto de 19 anos quase tirou um gol da cartola. Ele pressionou a saída do adversário e conseguiu roubar a bola de Matheusinho para partir sozinho na direção do gol. Mas no momento que ia finalizar foi desarmado por trás pelo lateral-direito — que consertou a própria burrada.
Flaco decide sem os olhares de Abel
Abel Ferreira parecia até meio sem reação à beira do campo, diante da má atuação dos seus comandados. Ainda assim, não deixou de lado sua tradicional revolta com arbitragem. E acabou tomando cartão vermelho por reclamação. Mal sabia o técnico, que perderia a chance de ver a equipe abrir o marcador.
O intervalo entre a expulsão e o gol de Flaco López foi de apenas três minutos: o argentino teve oportunismo para aproveitar rebote de Hugo Souza, após finalização de Maurício, e ter as balizas abertas para completar para o fundo das redes. Ele é o grande destaque do clube neste início de ano: marcou quatro vezes e deu três assistências em oito jogos.













