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Lula sobre as eleições: “Não tem essa mais de Lulinha paz e amor”

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Presidente Lula discursa na festa de 46 anos do PTReprodução/redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (7), durante as comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, em Salvador (BA), que a disputa eleitoral será uma “guerra política” e disse que “não tem essa mais de Lulinha paz e amor”.

No seu discurso, o presidente abandonou o tom conciliador e sinalizou uma mudança de tom às vésperas do início do calendário eleitoral, indicando que deverá adotar uma postura mais combativa no debate público ao longo de 2026.

“Nós vamos ter que construir o discurso político, que ainda não está pronto, mas vai ter que ser preparado. Nós vamos ter que preparar, porque essa eleição vai ser uma guerra política. […] Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem. Nós temos que desmontar e temos que provar e temos que ter coragem de debater. […] Nós temos que ser mais desaforados, porque eles são. E nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor”, declarou Lula.

Lula incitou os correligionários a defenderem o governo nas redes e disse que o ambiente virtual têm mais “mal do que bem”.

O presidente disse que “não há como” perder as eleições, mas que apoiadores não podem se iludir.

“Se depender do que nós fizemos comparado a eles, nós já ganhamos essas eleições, mas não é isso que vai decidir. Não se iluda. O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política. Nós temos que dizer em alto e bom som para quem quiser ouvir: nós somos um país soberano”, enfatizou.

Cobranças públicas

Lula ainda criticou a condução do partido no Congresso Nacional, criticou disputas internas e defendeu a construção de alianças para além da esquerda.

O presidente censurou o PT por ter apoiado a destinação de cerca de R$ 60 bilhões do orçamento deste ano para emendas parlamentares.

Afirmou que ninguém da sigla reclama do fato de terem apoiado o alto volume de emendas no orçamento deste ano. O orçamento de 2026 aprovado no fim do ano passado prevê R$ 61 bilhões de emendas parlamentares.

O presidente afirmou que política “apodreceu” e citou o orçamento secreto como um dos exemplos da deterioração da política nacional.

“O orçamento secreto foi o sequestro do orçamento do Executivo para que deputados e senadores tivessem liberdade de usar a mesma quantidade de dinheiro que sobra para o governo federal. Pra mim isso não é normal. Acho grave que o PT votou favorável”, criticou.

E prosseguiu: “Agora os nossos deputados são testemunhas que a política apodreceu. A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como é que está o mercado eleitoral nesse país. Vocês sabem quanto custa um cabo eleitoral. Vocês sabem quanto custa um vereador”.

Ampliar diálogo e alianças

Lula ainda ressaltou que o PT precisa se fortalecer socialmente e ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.

“É o partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física, vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar”, disse.

Segundo ele, a legenda precisa intensificar a presença nas periferias e se aproximar do público evangélico, lembrando que muitos desses eleitores recebem benefícios do governo federal.

E defendeu a construção de alianças: “Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática para a gente poder governar esse país. E estamos mais sabidos, muito mais preparados”.

Compareceram ao ato o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; o senador Jaques Wagner; o presidente da sigla, Edinho Silva, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, governadores e parlamentares eleitos da sigla e também de partidos aliados como PSB e PSOL e movimentos sociais.

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