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Zonas Úmidas podem desaparecer até 2050

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No mundo todo, as áreas úmidas somam aproximadamente 13 milhões de quilômetros quadradosUnsplash

Neste final de janeiro, o mundo celebrou uma data que quase passou despercebida não fosse sua importância absolutamente fundamental para a existência humana neste planeta. Há 55 anos, 169 países membros das Nações Unidas assinaram a Convenção Ramsar, que trata de proteger as chamadas Zonas Úmidas.

Estas áreas são ecossistemas de transição entre ambientes aquáticos e terrestres, saturados ou cobertos por água rasa de forma permanente ou temporária. São pântanos, manguezais, turfeiras e várzeas, essenciais para a biodiversidade, regulação hídrica e armazenamento de carbono.

As Zonas Úmidas cobrem cerca de 4% a 6% da superfície terrestre e a estimativa da ONU é de que pelo menos 64% das áreas pantanosas tenham desaparecido desde 1900 e cerca de 87% desde o ano 1700. Elas estão desaparecendo mais rapidamente do que qualquer outro ecossistema — uma média de 0,52% ao ano. Trata-se de uma velocidade três vezes mais rápida se comparada às florestas. O número é alarmante, uma vez que, além de controlar o clima, estas áreas são fonte de recursos naturais para várias comunidades.

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As áreas úmidas oferecem lar para 40% das espécies de todo o mundo e fornecem água e alimento para mais de 1 bilhão de pessoas. Além disso, chegam a absorver e estocar 50 vezes mais carbono da atmosfera do que as florestas tropicais. No mundo todo, as áreas úmidas somam aproximadamente 13,6 milhões de quilômetros quadrados.

E é o Brasil que possui a maior área alagável do mundo: o Pantanal. 

Risco de extinção

De acordo com o último relatório Global Wetlands Outlook 2025, se as tendências atuais continuarem, até 20% das zonas úmidas restantes do mundo poderão desaparecer até 2050, colocando em risco um valor estimado em US$ 39 trilhões em benefícios globais.

“Os pântanos não são uma questão marginal”, afirmou Hugh Robertson, presidente do Painel de Revisão Científica e Técnica da Convenção sobre Zonas Úmidas e autor principal do relatório. “Eles são fundamentais para o ciclo da água do qual nosso planeta depende, para nossa resposta global às mudanças climáticas e são essenciais para o bem estar de bilhões de pessoas e para a proteção de espécies sob ameaça iminente de extinção.”

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