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The Rock do NBB: conheça Duane Johnson, ala do Mogi Basquete

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Duane Johnson, quase homônimo do ator, foi apelidado de The RockReprodução

Contratado pelo Mogi Basquete em agosto do ano passado, o ala Duane Johnson foi apelidado de The Rock por ser quase homônimo do ator e ex-WWE Dwayne Johnson. 

Em entrevista exclusiva ao iG Esportes, o jogador abordou o famoso apelido e a relação dele com seu cotidiano. Além disso, o atleta relembrou o início da trajetória e a chegada ao Brasil.

“Já perdi a conta de quantas vezes as pessoas me chamaram de The Rock. É uma loucura. Todo mundo faz isso. É muito engraçado quando você ouve… Como já joguei em muitos países, todo mundo tem um sotaque diferente e uma maneira diferente de dizer, mas todo mundo faz isso. Então, é sempre engraçado ouvir como esse país ou aquele país vai dizer. Porque os sotaques são totalmente diferentes”, disse.

“Definitivamente me deu histórias engraçadas fora de quadra. Um dos meus melhores amigos aqui estava lá desde quando as primeiras pessoas começaram a me chamar de The Rock, e naquela época eu realmente não gostei muito. Até hoje, quando ele posta algum story ou algo assim, ele sempre coloca um emoji de pedra (rock em inglês) do lado do meu nome. E também se você for me procurar no Google, tem que colocar basquete junto. Agora estou começando a fazer meu nome, mas no começo você sempre tinha que colocar ‘Dwayne Johnson Basketball’, mas agora pode colocar meu nome escrito do meu jeito, tem que rolar um pouco a página, mas… não vou ofuscar ele, o Rock original (risos)”, contou Duane.

Dwayne Johnson faz a voz original de Maui nos dois filmes de animação da franquia ‘Moana’Reprodução/Disney

“Sim, eu com certeza tenho um favorito do ‘The Rock’, é Moana, porque minha filha já assistiu esse filme talvez 100 vezes, então eu vi ele 70 vezes (risos). Então, eu diria que é, por certeza, meu favorito dele, Moana 1 e 2, eu gostei dos dois, eles são ótimos”, disse o jogador.

“O apelido é só uma piada. Quero dizer, a única inspiração que eu tinha é que eu quero fazer meu nome ao ponto de que você não teria que colocar o basquete junto em algum momento. Porque é diferente a forma de escrever, você pode distinguir entre eu e ele”, afirmou.

Início no esporte

“O basquete entrou na minha vida através do meu pai. Nem me lembro da primeira vez que joguei basquete. Me disseram que o meu pai colocou uma bola de basquete na minha mão quando eu tinha um ano de idade. Então, quando comecei a me lembrar da minha vida, eu já jogava. Por isso, sempre joguei basquete durante toda a minha vida. Foi assim que comecei”, relembrou.

Basquete universitário e profissionalização

Duane Johnson é o camisa 12 do Mogi BasqueteWilian Oliveira

“O basquete universitário realmente me ajudou a me tornar um profissional. Porque, a faculdade que frequentei (East Johnsburg University) me ajudou a me tornar um profissional fora das quadras. Como eu tinha que levar isso a sério. Era mais a profissão, me ajudaram a entender o quanto eu precisava ser bom fora das quadras. Não era só estar em quadra, foi algo muito grande que meus técnicos da faculdade me ensinaram”.

“Austrália foi minha primeira experiência profissional e não diria que mudou muito o meu jogo, mas definitivamente mudou um pouco, no sentido de que foi bom estar em um ambiente profissional e ver os colegas levarem o trabalho tão a sério. Isso realmente me ajudou. Eu já levava as coisas a sério antes disso, mas isso me ajudou a elevar ainda mais o meu nível e me ajudou a ver o que o que eu posso fazer para ser bem sucedido. Eu tinha colegas que, no tempo, eu pensava eram velhos. Eles tinham 34, 35 anos, e eu tinha 22, 23. Eu via como eles trabalhavam e permaneciam tendo sucesso naquela idade. E eu levo isso até hoje. Você não acorda sendo bem-sucedido, você acorda e tem que trabalhar nisso”, disse.

“Na Austrália foi onde percebi que eu poderia construir uma carreira internacional. Eu pensava que eu podia antes de ir, mas isso solidificou para mim. Tive médias de 20 pontos e 10 rebotes. Eu não estava na melhor liga do mundo, mas estava indo bem. Fomos bem mas acabamos perdendo o campeonato (vice-campeões). Sabe, me ajudou a dar um “chute na porta” no exterior. E eu quis continuar isso, tornar uma profissão”, contou.

Chegada ao Brasil, adaptação e mudança para o Mogi Basquete

Antes de chegar ao Brasil, Duane passou pelo basquete da Irlanda, de Luxemburgo, e de Israel. A carreira do jogador de 2,01m na Europa foi de 2015 a 2023.

“A oportunidade de jogar no Brasil veio pelo meu agente, Sebastian. Ele é um amigo de outros agentes e a A11 (agência brasileira) estava procurando um cara como eu e eu estava disponível, então o União Corinthians me deu uma chance e o resto é história. Eu tive uma trajetória muito boa desde o início. Eu amo o Brasil agora”.

“O basquete brasileiro eu diria que é muito mais rápido. Provavelmente, de qualquer país que eu venho, é o mais similar à América. É uma liga rápida, é física. Eu diria que é um pouco mais física do que a que eu estava nos EUA, mas é uma liga rápida e ser rápido e capaz de fazer muitas coisas realmente faz você ter sucesso no Brasil. Eu sou um cara que faz muitas coisas, então por isso sinto que consigo me destacar neste país”.

Duane Johnson fez carreira na Austrália e em países europeus antes de chegar ao BrasilReprodução/Mogi Basquete

“Mogi parecia a escolha certa para mim naquele momento, principalmente por causa do Pena. Ele conversou comigo. Eu tive dois anos bons no União Corinthians, mas ele me convenceu com o espírito do Mogi e da cidade. É uma cidade muito boa. Sou casado, tenho uma criança e outra a caminho. Então, é um lugar para a família, mais que um lugar de trabalho, é um time com muitos pais, e foi uma boa oportunidade para mim. Foi uma oportunidade para fazermos coisas muito especiais. Podemos surpreender a liga com certas coisas, então foi uma oportunidade e aproveitei, estou aqui”.

Duane em Hollywood?

Finalizando o bate-papo, Duane Johnson ainda brincou quando questionado sobre quem se daria melhor se os papéis fossem invertidos: ele no mundo dos filmes ou o xará nas quadras.

“Esse último, eu acho que não é mesmo uma pergunta. Facilmente eu iria melhor nos filmes do que ele jogando basquete. Eu não sei se ele tem habilidades atléticas, eu acho que ele é um cara atletico. Mas eu seria um ótimo ator. Eu acho que se eu realmente quisesse fazer isso, eu poderia ser o próximo ator de Hollywood”, finalizou Duane dando risada.

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