Uma onda de violência na Guatemala neste domingo (19) fez com que o governo declarasse estado de sítio por um mês, “como medida de segurança para garantir a segurança e a ordem pública”, segundo publicou em suas redes sociais.
A crise de segurança desencadeada por rebeliões em prisões e ataques contra a polícia é liderada pela gangue Barrio 18, um grupo criminoso designado como organização terrorista pelos Estados Unidos (EUA) em 2025.
Durante o dia, membros da gangue invadiram três prisões e fizeram pelo menos 37 pessoas reféns. Mais cedo, as autoridades afirmaram ter retomado o controle das prisões, após prenderem o líder máximo da gangue, Aldo Duppie Ochoa, vulgo “El Lobo” (O Lobo). Foram confirmadas a morte de ao menos sete policiais e um membro da gangue.
🚨Centros recuperados y guardias rescatados‼️Operativos simultáneos DGSP/PNC/Ejército disuelven motines en Sector 11 de Preventivo Z18 y Centro de Detención Fraijanes II, liberando a 37 guardias penitenciarios quienes ya reciben atención médica. 🫡#SeguridadConTransparencia pic.twitter.com/yBnFiWLGiS
— Sistema Penitenciario de Guatemala (@_SPGuatemala) January 18, 2026
De acordo com o jornal El País, os policiais foram mortos em 10 ataques simultâneos contra a sede das forças de segurança. Os ataques ocorreram na Cidade da Guatemala e arredores nas primeiras horas da manhã, minutos depois de a Polícia Nacional Civil (PNC) divulgar um vídeo e fotos da prisão de Ochoa.
“Lamento profundamente a morte dos policiais da Polícia Nacional Civil, que foram covardemente atacados por esses terroristas em retaliação às ações que o Estado guatemalteco está tomando contra eles”, disse o Ministro do Interior, Marco Antonio Villeda. Ele também informou que 10 policiais ficaram feridos, um membro de gangue foi morto e sete foram capturados.
O ministro afirmou que não faria acordo com terroristas e que o objetivo era recuperar o controle total do sistema prisional. No final da tarde, o ministério confirmou que havia retomado o “controle de todos os centros” e libertado “todos os reféns”, que somavam 37, além dos guardas prisionais e de um psicólogo.











