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Casares sofre impeachment e deixa a presidência do São Paulo

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Casares sofre impeachment e deixa a presidência do São PauloRubens Chiri / São Paulo

Em votação realizada nesta sexta-feira (16), foi confirmado o impeachment do presidente Júlio Casares, do São Paulo. Com a presença de 223 conselheiros, entre presenciais e virtuais, 188 votaram favoráveis, e o dirigente deixa a presidência do Tricolor.

Com o impeachment, Casares se afasta imediatamente do cargo e será submetido a uma votação na assembleia geral dos sócios para que seja destituído definitivamente. O prazo para a realização da sessão seria de 30 dias. Enquanto isso, o vice-presidente do clube, Harry Massis Junior, de 80 anos, assume interinamente a presidência. Ele pode completar o restante do mandato até o final de 2026 ou antecipar as eleições no clube.

O dirigente vive um momento delicado no cargo, no qual viu seu nome ser ligado a denúncias de desvio de dinheiro. O ex-mandatário do Tricolor é alvo de investigação da Polícia Civil após suspeitas de desvios financeiros envolvendo o clube, que surgiram nas últimas semanas. Ele deixa o Tricolor após assumir o clube em 2021, sendo reeleito em 2024.

Relembre o caso

Casares é alvo de investigações da Polícia Civil, em um caso que apura depósitos de até R$ 1,5 milhão nas contas do mandatário tricolor durante a sua gestão. A defesa de Casares informou que a origem dos valores seria relacionada aos ganhos do presidente enquanto trabalhava em atividades profissionais anteriores ao cargo. Além disso, o clube também é alvo de apuração do Ministério Público sobre o uso irregular de camarotes do Morumbis durante shows internacionais no estádio.

Diante do cenário de desgaste e caos político, a oposição do São Paulo conseguiu abrir um processo de afastamento do mandatário. Porém, uma interpretação do presidente do Conselho Deliberativo sobre o estatuto do clube determinou mudanças no sistema de votação. As novas regras foram vistas pela oposição como uma manobra para garantir a permanência de Casares, já que muitos conselheiros são idosos e não teriam condições de participar do processo.

Entretanto, por meio de uma liminar na Justiça, a oposição conseguiu assegurar que a sessão ocorresse de forma híbrida (presencial e virtual), com a exigência de dois terços (171) de votos favoráveis no conselho para o impeachment.

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