Torcedores do São Paulo fazem um protesto, no começo da noite desta sexta-feira (16), em frente ao estádio do Morumbis, durante a sessão do Conselho Deliberativo do clube que vai votar o impeachment do presidente Júlio Casares. O policiamento foi reforçado no entorno do estádio. A reunião começou as 18h30. A votação está programada para as 20h30.
Para que o mandatário seja afastado, 171 dos 255 conselheiros precisam ser favoráveis ao processo. Além disso, será preciso respeitar o quórum de 191 presentes tanto presencial ou virtualmente.
Caso sofra impeachment, Casares se afasta imediatamente do cargo e será submetido a uma votação na assembleia geral dos sócios para que seja destituído definitivamente. O prazo para a realização da sessão seria de 30 dias. Enquanto isso, o vice-presidente do clube, Harry Massis Junior, de 80 anos, assumiria interinamente a presidência. Ele pode completar o restante do mandato, até o final de 2026, ou antecipar as eleições no clube.

Relembre o caso
Casares é alvo de investigações da Polícia Civil, em um caso que apura depósitos de até R$ 1,5 milhão nas contas do mandatário Tricolor durante a sua gestão. A defesa de Casares informou que a origem dos valores seria relacionada aos ganhos do presidente enquanto trabalha em atividades profissionais anteriores ao cargo. Além disso, o clube também é alvo de apuração do Ministério Público sobre o uso irregular de camarotes do Morumbis durante shows internacionais no estádio.
Veja como São Paulo virou caso de polícia
Diante do cenário de desgaste e caos político, a oposição do São Paulo conseguiu abrir um processo de afastamento do mandatário. Porém, uma interpretação do presidente do Conselho Deliberativo sobre o Estatuto do clube determinou mudanças no sistema de votação. As novas regras foram vistas pela oposição como uma manobra para garantir a permanência de Casares, já que muitos conselheiros são idosos e não teriam condições de participar do processo.
Entretanto, através de uma liminar na Justiça, a oposição conseguiu assegurar que a sessão ocorresse de forma híbrida (presencial e virtualmente) com a exigência de dois terços (171) de votos favoráveis no conselho para o impeachment.
















