O Campeonato Paulista já reservou um clássico para segunda rodada e, apesar das naturais dificuldades de um início de tempo, foi bastante movimentado. O Palmeiras superou o Santos por 1 a 0, nesta quarta-feira (14), na Arena Barueri. Para além do resultado, os rivais demonstraram valências que animam os torcedores, ao mesmo tempo que deram sinais de pontos que precisam ser melhorados.
Os artilheiros de cada time, Gabigol e Vitor Roque, começaram o duelo no banco por questões físicas. Eles até entraram em campo na etapa final. No entanto, não tiveram muito tempo para darem suas cartadas. Com suas ausências, coube a Allan, de 21 anos, assumir o posto de decisivo: o meia-atacante deu belo passe em profundidade para Flaco López que, na saída de Gabriel Brazão, apenas devolveu a bola para o jovem só completar para o fundo das redes.
Os pontos positivos e negativos das equipes
Diante do pouco tempo de preparação, era imaginável que Abel Ferreira e Pablo Vojvoda tentassem mesclar, pelo menos um pouco, as equipes titulares. Esse fator impactou diretamente em um clássico que entregou fatores interessantes, mas que poderia ser melhor disputado caso os jogadores já estivessem com maior ritmo de jogo. Apesar do contexto desfavorável, foi possível enxergar pontos positivos e negativos de cada lado.
Base corresponde no Palmeiras
A base já vem sendo uma grande valência do Palmeiras há alguns anos. E os primeiros indícios de 2026 indicam que este roteiro não deve mudar. É verdade que o autor do único gol da partida foi revelado no clube. As grandes novidades, entretanto, foram as boas atuações de dois garotos.
Riquelme Fillipi, que iniciou como titular, e Larson, que precisou entrar no lugar de Andreas Pereira — lesionou o ombro ainda no primeiro tempo —, corresponderam à altura do desafio. Bom para o treinador, que pode ganhar mais opções em um elenco já muito forte.
Atuação de Rollheiser anima
Contratado em 2025, por 11 milhões de euros (R$65 milhões na cotação da época), Rollheiser esteve longe de atender às expectativas dos torcedores na primeira temporada no Santos. Não à toa, terminou foi reserva em boa praticamente todos os desafios. Aquele grande jogador que encantou na Argentina parece enfim ter chegado ao clube.
O Peixe esteve longe de ter um mau desempenho no clássico, mesmo com revés. E parte deste está nas costas do camisa 32. O meia foi o regente do time, com muita participação e qualidade para abrir os espaços do adversário, seja com os passes que quebravam linhas ou dribles. Se essa for sua versão para os próximos 12 meses, os santistas tem motivos de sobras para se animarem.
Palmeiras exagera nas transições rápidas
Após um 2025 repleta de decepções, sendo o único anos sem títulos da “Era Abel Ferreira”, os torcedores esperam uma equipe diferente para esta temporada. Uma das maiores dificuldades do passado, entretanto, voltou a ser presenciada na Arena Barueri: o exagero nas transições rápidas.
O Palmeiras demonstrou dificuldade para criar as jogadas a partir da troca de passes, principalmente quando Santos pressionava na saída de bola. Foram 54 tentativas de lançamentos — acertou apenas 23. Resta saber se a ausência de Marlon Freitas, poupado, pode dar mais respiro para o alviverde neste fator.
Santos peca na falta de concentração
Pablo Vojvoda tem muitas coisas boas para levar do clássico adiante, o que comprova que faltou atenção aos seus comandados nos pequenos detalhes. O Santos criou o suficiente para, pelo menos, não sair derrotado da partida. Mas pecou na ineficiência na tomada de decisão final.
Se faltou capricho na hora de concluir as jogadas, o mesmo aconteceu no único gol do clássico. Barreal, que teve boa atuação, teve um erro fatal: ele perdeu a bola no meio quando o Peixe estava com as linhas avançadas e, consequentemente, deu o campo que o adversário queria para atacar o espaço. Assim saiu o único gol do duelo.













