Com a libertação neste sábado (10) do médico Virgilio Valverde, 24, coordenador da juventude do partido Vente Venezuela, a mesma legenda da líder de oposição e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, a Venezuela soma 13 prisioneiros soltos até agora desde a captura do ditador Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, há uma semana.
O partido Vente Venezuela, por meio do seu Comitê de Direitos Humanos, informou a libertação de Valverde, em Caracas, neste sábado.
“Ele nunca deveria ter estado atrás das grades”, escreveu a direção em comunicado publicado nas redes sociais.
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Virgilio estava preso há 1 ano e quatro meses, acusado de terrorismo e incitação ao ódio. Ele fez parte das prisões que ocorreram após o anúncio do resultado das eleições presidenciais de julho de 2024.
Devido à prisão, Virgilio não pôde comparecer em sua formatura de especialização como médico-cirurgião.
Quem mais já foi solto
A Venezuela começou as liberações com cinco prisioneiros espanhóis, incluindo a ativista Rocio San Miguel, na quinta-feira (8).
Na ocasião, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, classificou a iniciativa do governo como um “gesto de paz”.
As autoridades liberaram ainda Enrique Márquez, ex-candidato à presidência e ex-reitor do Conselho Nacional Eleitoral. Ele foi detido em 7 de janeiro de 2025, após pedir publicamente que fossem divulgados registros da votação da eleição presidencial venezuelana de julho de 2024.
Também está na relação dos libertados pelo governo venezuelano o ex-deputado e jornalista Biagio Pilieri, líder da oposição, que ficou cerca de 16 meses em prisão preventiva. Ele também foi preso durante o processo eleitoral em Caracas em agosto de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Imprensa Venezuelana.
Além deles, estão na relação de presos políticos soltos Andrés Martninez Adasme, José Maria Basoa, Miguel Moreno, Ernesto Gorbe, Luigi Gasperin, Larry Osorio Chía, Didelis Corredor, Antonio Gerardo Buzetta Pacheco e Diógenes Omar Angulo Molina.
“Não é um favor”
Ainda neste sábado, a ONG Realidad Helicoide afirmou que as liberações “não são um favor”.
“São uma obrigação do Estado diante de crimes que nunca deveriam ter acontecido”, escreveu.
O Foro Penal, grupo local de direitos humanos, estima que 810 pessoas permanecem presas. Destes, 87 seriam presos políticos de outras nacionalidades.
Em publicação nas redes sociais, Gonzalo Himiob, vice-presidente da organização, incentivou que os ministérios das relações exteriores de cada país exijam a libertação imediata de seus nacionais.











