


O MCD abriga tanto presos aguardando julgamento nos tribunais de Manhattan e Brooklyn quanto condenados cumprindo penas curtas, e é projetado com corredores internos que conectam os tribunais, permitindo o transporte dos acusados sem exposição pública. O complexo, rodeado por barricadas de aço e câmeras de vigilância, também oferece áreas para atividades esportivas ao ar livre, unidades médicas e uma biblioteca.
A combinação de diversos fatores negativos presentes no local contribui para conflitos constantes e episódios de violência. Além disso, a infraestrutura do prédio é considerada precária: em 2019, uma falha elétrica deixou os detentos sem aquecimento por vários dias durante o inverno.

A ideia é reforçada por David Patton, ex-diretor da Defensoria Pública Federal de Nova York, que aponta falhas graves que vão da falta de atendimento médico e problemas de saneamento à presença de vermes na comida e à violência constante, cenário que ajuda a explicar ao menos quatro suicídios registrados entre 2021 e 2024.
Diante dessas condições, juízes também passaram a evitar o envio de condenados ao presídio, como o magistrado Gary Brown, que em agosto de 2024 afirmou que substituiria por prisão domiciliar a pena de um idoso condenado por fraude fiscal caso ele fosse encaminhado ao MDC.











