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Trump: vice venezuelana poderá pagar “preço mais alto” que Maduro

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Trump analisa que EUA não deve entrar em guerra com VenezuelaReprodução/CBS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, terá de cooperar com o governo americano e ameaçou a nova líder do país caribenho dizendo que ela poderá pagar um ”preço alto”. O líder republicano está atuando desde sábado para organizar uma forma de passar a administrar o país da América Latina, após os ataques ordenados por ele, no sábado (03). 

Trump disse que não tolerará a atitude desafiadora de Rodríguez, que afirmou que Maduro é o único presidente da Venezuela, pediu a libertação do presidente e de sua esposa e declarou que o país “nunca mais será colônia de nenhum império”.

“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, afirmou Trump à revista The Atlantic. Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foi capturado pelas Forças Armadas americanas neste sábado (03), em ataque ao país latino.

O líder americano também disse que um grupo de pessoas irá administrar a Venezuela até uma transição, e que as empresas petrolíferas americanas controlarão as reservas de petróleo e desenvolverão a economia local.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela reconheceu Rodríguez como presidente interina do país por 90 dias e ordenou que ela assuma o cargo, decisão que foi apoiada pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino. O ministro disse que os americanos mataram boa parte da equipe de segurança de Maduro “a sangue frio”.

Marco Rúbio, secretário de Estado americano e responsável pela política externa, afirmou que poderá haver cooperação com o novo governo, mas com ressalvas.

“Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem e vamos ver o que farão. Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão”, disse Rúbio, que é filho de imigrantes cubanos opositores do regime de Fidel Castro.

Na mesma entrevista à The Atlantic, neste domingo (04), Donald Trump sugeriu que esta pode não ser a última intervenção americana em outros países:

“Precisamos da Groenlândia, com certeza”, assunto que não tocava desde março de 2025, e acrescentou que a ilha, que pertence à Dinamarca, está “cercada por navios russos e chineses”.

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