O verão começou oficialmente no Brasil neste domingo (21) com o solstício que faz da data o dia mais longo e a noite mais curta do ano no país.
O fenômeno astronômico ocorre porque o hemisfério sul está em sua inclinação máxima, de aproximadamente 23,5 graus, em direção ao Sol, recebendo luz solar de forma mais direta e por mais horas. As estações do ano existem devido a essa inclinação.
Conforme nosso planeta orbita o Sol, cada hemisfério se inclina ou se afasta da estrela, alterando a intensidade e a duração da luz recebida. Assim acontece o solstício de verão no sul, que coincide com o solstício de inverno no norte, e a situação se inverte em junho.
Além dos solstícios, os equinócios, na primavera e no outono, marcam os momentos em que a luz do Sol incide igualmente nos dois hemisférios, tornando dia e noite com durações muito parecidas.
No solstício de verão, o Sol ao meio-dia atinge seu ponto mais alto no céu, posicionando-se diretamente sobre o Trópico de Capricórnio.
O solstício ocorre simultaneamente em todo o mundo ao meio-dia, no horário de Brasília.
A palavra “solstício” vem do latim “sol” (Sol) e “sistere” (parar), pois, nesse momento, o movimento aparente do Sol no céu parece pausar antes de começar a retornar em direção ao norte.
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Celebrações ao redor do mundo
O solstício é marcado por diversas celebrações culturais que festejam a luz. Enquanto no Brasil se comemora o verão, no Hemisfério Norte há tradições que acolhem o retorno gradual da luz após o solstício de inverno.
Em alguns países europeus, como a Suécia, o solstício de verão, em junho, é celebrado com danças e coroas de flores. Já nos Estados Unidos, algumas tribos nativas americanas realizam a Dança do Sol, e no Alasca ocorre o tradicional “Jogo do Sol da Meia-Noite” de beisebol.
Monumentos antigos, como Stonehenge, na Inglaterra, foram alinhados para marcar a passagem do solstício, evidenciando a importância do fenômeno para diferentes povos ao longo da história.











