As 10 rodovias mais bem avaliadas do Brasil estão majoritariamente nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Em sua 30ª edição, o levantamento analisou 114.197 quilômetros de rodovias pavimentadas em todas as regiões do país. Segundo o estudo, 38% da malha rodoviária brasileira foi classificada como ótima ou boa, percentual superior aos 33% registrados no ano anterior. Já os trechos considerados ruins ou péssimos recuaram de 26,6% para 19,1%. O ranking foi divulgado na última quarta-feira (17).
Ranking das 10 rodovias mais bem avaliadas do Brasil
A maior parte das vias melhor avaliadas é concedida à iniciativa privada, modelo que, de acordo com a CNT, tem impacto direto na qualidade da infraestrutura viária. Confira o ranking:
- SP-270 – Rodovia Raposo Tavares (SP) | Trecho: Presidente Epitácio – Ourinhos | Concedida
- RJ-124 – Via Lagos (RJ) | Trecho: Rio Bonito – São Pedro da Aldeia | Concedida
- SP-348 – Rodovia dos Bandeirantes (SP) | Trecho: Cordeirópolis – São Paulo | Concedida
- SP-225 – Engenheiro Paulo Nilo Romano (SP) | Trecho: Itirapina – Santa Cruz do Rio Pardo | Concedida
- SP-320 – Rodovia Euclides da Cunha (SP) | Trecho: Rubinéia – Mirassol | Gestão pública
- BR-050 – Antiga Anhanguera (MG) | Trecho: Araguari – Delta | Concedida
- SP-070 – Ayrton Senna / Carvalho Pinto (SP) | Trecho: Taubaté – Guarulhos | Concedida
- SP-021 – Rodoanel Mário Covas (SP) | Trecho: Arujá – São Paulo | Concedida
- SP-270 – Rodovia Raposo Tavares (SP) | Trecho: São Paulo – Itapetininga | Concedida
- BR-050 – Antiga Anhanguera (GO) | Trecho: Cristalina – Cumari | Concedida
Concessões impulsionam qualidade das estradas
O relatório da CNT aponta que rodovias concedidas à iniciativa privada apresentam desempenho superior às de gestão pública. Segundo a pesquisa, 64,4% das estradas sob administração pública possuem algum tipo de problema no pavimento, o que pode elevar os custos operacionais em até 35,8%.
Nas rodovias concedidas, esse índice cai para 34,4%, com impacto médio de 18,4% nos custos operacionais.
Para a confederação, o modelo de concessão é considerado estratégico para atrair investimentos, melhorar a segurança viária e reduzir a dependência de recursos públicos.
Apesar de desafios ainda persistentes em diversas regiões do país, o levantamento indica uma tendência de recuperação gradual da malha rodoviária brasileira, especialmente nos trechos concedidos, que concentram a maioria das estradas mais bem avaliadas.











