O Flamengo vai disputar a grande final da edição de 2025 da Copa Intercontinental na próxima quarta-feira (17), no Catar, diante do PSG, atual dono da taça da Liga dos Campeões da Europa.
Na partida, o time comandado pelo jovem treinador Filipe Luís vai em busca de seu segundo título mundial, somando todos os formatos dos torneios internacionais chancelados pela Fifa.
Desde sua criação, em 1960, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) alterou o modelo da disputa do título máximo entre equipes em diversas oportunidades. Veja abaixo todos os formatos:
Copa Intercontinental (1960 – 2000)

No final da década de 1950, conversas entre dirigentes sul-americanos e europeus sobre a possibilidade de uma partida entre o melhor time de ambos os continentes aconteceram.
Partidas como o confronto entre Vasco, campeão sul-americano há pouco menos de 10 anos, e o Real Madrid, vencedor da Copa Europeia (hoje chamada de Liga dos Campeões), em 1957, e o duelo entre o time espanhol e o Santos, em 1959, surgiram como combustível para a criação de um torneio oficial, chancelado pela Fifa.
Em 1960, ano da primeira Copa Libertadores da América, também aconteceu a edição inaugural da Copa Intercontinental, disputada entre Real Madrid e Peñarol.

Após um empate sem gols em Montevidéu, a equipe merengue atropelou o rival uruguaio no Santiago Bernabéu, vencendo por 5 a 1 e conquistando o primeiro título mundial.
Entre 1960 e 1968, o formato de disputa era de ida e volta, mas previa um terceiro jogo em caso de empate em pontos. No período, Peñarol, Santos, Inter de Milão e Racing levantaram a taça após a partida extra.
A partir de 1969, o placar agregado passou a ser o critério de desempate em caso de dois resultados iguais. Se houvesse uma nova igualdade, o título seria decidido nos pênaltis.
Apesar da polêmica sobre a postura violenta dos sul-americanos e a participação dos campeões europeus, o torneio seguiu o mesmo formato até 1979, quando passou a adotar o modelo de jogo único.

Além da alteração na disputa, em 1980, o organização do duelo passou à Associação Japonesa de Futebol (JFA), além de receber o nome de “Copa Toyota”, devido à parceria com a montadora.
Até 2004, a competição seguiu no mesmo formato. No ano seguinte, foi substituída, de maneira definitiva, pelo Mundial de Clubes da Fifa, torneio que agregava equipes de outros continentes.
Mundial de Clubes da Fifa (2000, 2005 – 2023)

Ainda no início da década de 1990, a ideia de uma competição que agregasse equipes de todos os continentes do planeta foi levantada, com Silvio Berlusconi, presidente do Milan, como líder da “revolução”.
Considerando que todos os continentes passaram a ter uma competição estável, a Fifa acatou a ideia e preparou sua estreia para 1999, classificando os campeões do ano anterior.
Apesar do planejamento, a primeira edição do Campeonato Mundial de Clubes aconteceu apenas no início de 2000, no Brasil. O formato de disputa foi o seguinte: dois grupos com quatro times cada, onde os líderes se enfrentariam na grande final, enquanto os vices disputariam a medalha de bronze.
Corinthians, campeão brasileiro de 1998, e Vasco, vencedor da Libertadores do mesmo ano, superaram os adversários e foram à decisão. No Maracanã, o Timão bateu o rival carioca nos pênaltis e conquistou o título.

A segunda edição aconteceria no ano seguinte, na Espanha, com clubes como Real Madrid e Palmeiras, e chegou a ter, inclusive, o sorteio de seus grupos, mas foi cancelada devido à falência da ISL, parceira comercial da Fifa.
Entre 2001 e 2004, a Copa Intercontinental voltou a ser o maior prêmio do futebol entre clubes, enquanto o Mundial de Clubes não seria disputado até 2005.
Em 2005, com um formato menor devido ao apertado calendário do futebol mundial, o torneio retornou. Desta vez, um mata-mata, com europeus e sul-americanos iniciando na semifinal.
O modelo de disputa durou até 2023 e viu um amplo domínio dos clubes da UEFA. No período, apenas São Paulo (2005), Internacional (2006) e Corinthians (2012) derrotaram times do continente e se sagraram campeões.

Copa do Mundo de Clubes da Fifa (2025 – atualmente)
De olho no grande sucesso que a Liga dos Campeões da Europa faz, a Fifa decidiu, em 2019, ampliar o formato do antigo Mundial de Clubes, seguindo o mesmo modelo utilizado pela Copa do Mundo até 2022.
A edição inaugural da “Copa do Mundo de Clubes”, como a competição passou a ser chamada no Brasil, apesar de não ter seu nome alterado (Club World Cup, no inglês), seria realizada em 2021, na China, mas foi adiada para 2025, e passou a servir como um evento-teste dos Estados Unidos para a competição de seleções.
12 europeus, cinco norte-americanos, seis sul-americanos, quatro asiáticos, quatro africanos e um time da Oceania estrearam o novo modelo, com o Chelsea, da Inglaterra, se sagrando campeão ao bater o PSG, da França, na final.

A segunda edição do formato atual acontecerá em 2029. A Fifa ainda não divulgou quem receberá o torneio, mas países como Brasil, Estados Unidos e Espanha já manifestaram a vontade.
Copa Intercontinental (2024 – atualmente)

Mesmo com a mudança do Mundial de Clubes para um torneio disputado de quatro em quatro anos, o formato antigo da competição não foi descartado, sendo aproveitado para o ressurgimento da Copa Intercontinental.
Em 2024, a versão anual do Mundial deu lugar ao Intercontinental, com apenas duas mudanças: agora, os europeus entram diretamente na final, enquanto os sul-americanos precisam disputar as quartas.
Na primeira edição reformulada do Intercontinental, o Botafogo, representante da América do Sul, foi atropelado pelo Pachuca, do México, já na estreia, sendo eliminado.

Os mexicanos foram à final, mas não suportaram a enorme qualidade do Real Madrid, na época, comandado por Carlo Ancelotti, e ficaram com o vice-campeonato.
Campeões deste torneio não são campeões do Mundial, mas sim campeões mundiais, conforme reconhecido pela Fifa em 2017.













