Um ataque a tiros ocorrido neste domingo (14) durante um evento da comunidade judaica em Sydney, na Austrália, deixou ao menos 16 mortos, segundo a polícia de Nova Gales do Sul.
As autoridades confirmaram que 15 das vítimas eram civis e uma era um dos autores do ataque. Outras 42 pessoas precisaram de atendimento médico em hospitais do estado, algumas em estado grave, incluindo dois policiais.
A polícia estadual declarou oficialmente o episódio como um ato terrorista e iniciou uma operação conjunta de contraterrorismo com apoio de autoridades federais.
Segundo o comissário da Polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, dois homens participaram do ataque; um deles, de 50 anos, morreu no local, e o outro, de 24 anos, segue internado em estado crítico, porém estável. Os dois são pai e filho.
Segundo as investigações, não há indícios da atuação de outros envolvidos diretamente no atentado.
Mandados de busca foram cumpridos em dois endereços ligados aos suspeitos, nos bairros de Bonnyrigg e Campsie. A polícia informou que o autor morto possuía licença legal para armas de fogo havia cerca de dez anos e tinha seis armas registradas, todas apreendidas para perícia.
Vítimas tinham entre 10 e 87 anos
As autoridades confirmaram que as idades das vítimas variam entre 10 e 87 anos.
Do total de mortos, 14 faleceram ainda no local do ataque e outras duas pessoas morreram após serem levadas a hospitais da região.
Segundo o serviço de ambulâncias de Nova Gales do Sul, ao menos 123 profissionais participaram do atendimento inicial, e 24 pacientes foram transportados pelas equipes de emergência nas primeiras horas após o ataque.
O comissário de ambulâncias do estado destacou que algumas pessoas feridas buscaram atendimento por conta própria para não sobrecarregar os serviços de resgate.
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Explosivos improvisados foram encontrados
Durante as buscas no local do ataque, a polícia localizou dois artefatos explosivos improvisados, que foram recolhidos e desativados por uma unidade especializada. Segundo a corporação, os dispositivos eram rudimentares e não chegaram a ser detonados.
As autoridades afirmam que a investigação seguirá em andamento para esclarecer a motivação do ataque e todas as circunstâncias envolvidas.
Comunidade judaica recebe reforço policial
Após o ataque, a polícia estadual colocou em operação uma ação especial de segurança para ampliar a presença de agentes em locais frequentados pela comunidade judaica, como sinagogas e centros comunitários. Ao todo, 328 policiais foram mobilizados para patrulhamento e ações preventivas.
O primeiro-ministro australiano afirmou que bandeiras serão hasteadas a meio-mastro em todo o país em homenagem às vítimas e que forças federais, incluindo a Polícia Federal Australiana e a agência de inteligência ASIO, atuam em conjunto com as autoridades locais na investigação.
Líderes internacionais entraram em contato com o governo australiano para prestar solidariedade. Segundo as autoridades, o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como “provável”.











