Parece até que a McLaren está torcendo para Max Verstappen (Red Bull) só para não ter que escolher quem priorizar. O Grande Prêmio do Catar, que aconteceu no último domingo, dia 30, quase serviu como prova disso.
A equipe de Woking conseguiu dois “grandes feitos”, dos quais não tem nada a se orgulhar: acabou com a chance de Lando Norris ser campeão no próprio final de semana e ainda tirou uma vitória relativamente tranquila das mãos de Oscar Piastri, que vinha dominando a pista em Losail.
Quem se deu bem com toda essa lambança foi o tetracampeão Verstappen, que venceu e viu a diferença para o líder cair bastante. Agora, caso conquiste o título de 2025, ele repetirá o feito de Sebastian Vettel, que foi campeão sem liderar o campeonato em nenhum momento antes da última corrida.
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— Formula 1 (@F1) November 30, 2025
Faz 15 anos que não temos tantos pilotos com chances reais de título chegando à decisão na última etapa da Fórmula 1 como teremos em Abu Dhabi.
Norris, Verstappen e Piastri seguem vivos na disputa depois do que aconteceu com a McLaren neste final de semana. Piastri dominou as classificações, venceu a Sprint e largou na frente, mantendo a liderança na largada.
Verstappen veio com sangue nos olhos e ultrapassou Norris, que precisava vencer para ser campeão já no Catar.
Tudo começou a desandar logo nas primeiras voltas, quando Pierre Gasly (Alpine) e Nico Hulkenberg (Sauber) se tocaram, causando o abandono do alemão.
O safety car foi acionado e todos os pilotos pararam, menos as duas McLarens e Esteban Ocon (Haas). Detalhe importante: nesta corrida eram necessárias duas paradas obrigatórias, já que os pneus precisavam ser trocados antes de completarem 25 voltas de uso.
A explicação da McLaren
A grande dúvida é: por que a McLaren não parou?
Segundo o chefe de equipe, Andrea Stella, eles não esperavam que todo o pelotão fosse entrar nos boxes. Como estavam à frente, perceberam o erro tarde demais. Ele explicou também que Norris seria prejudicado com um pit stop duplo, já que entraria atrás de Piastri e precisaria esperar.
A partir daí, as consequências vieram. Quando os pilotos pararam nas voltas 24 e 25 por conta do limite dos pneus, perderam várias posições. Ainda assim, tiveram a sorte de não caírem atrás de um trem de DRS, o que os prenderia no tráfego.
A missão agora era quase impossível: abrir 26 segundos de vantagem, o tempo médio perdido em um pit stop no Catar, para não devolverem posição a Verstappen na segunda parada.
Mas não deu. Quando pararam, Verstappen assumiu a ponta, seguido de Piastri, Carlos Sainz (Williams), Kimi Antonelli (Mercedes) e Norris.
Antonelli teve um papel decisivo no fim da prova. Sofrendo com o ar sujo atrás de Sainz – que também perdia desempenho após um dano no assoalho – o italiano acabou cometendo um erro.
Alguns até insinuaram que foi proposital, mas não foi: ele simplesmente errou. Isso abriu espaço para Norris atacar, ultrapassar o piloto da Mercedes e garantir pontos preciosos para a decisão em Abu Dhabi.
It will be a three-way fight to the finish ⚔️#F1 #QatarGP pic.twitter.com/NKxjEH6PGv
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Fim de corrida, com o pódio definido e o campeonato chegando ao último capítulo com o seguinte cenário: Norris tem 408 pontos, Verstappen 396 e Piastri 392.
As contas são simples:
- Para Norris ser campeão, basta terminar no pódio, independentemente do resultado dos rivais.
- Para Verstappen, é vencer e torcer para Norris chegar de P4 para baixo.
- Para Piastri, o caminho é mais complicado: ele precisa vencer e torcer para Norris terminar de P6 para baixo.













