Há quem acreditasse que o título de Oscar Piastri estivesse praticamente garantido em 2025. E não faltavam razões para isso: ele superou seu companheiro de equipe, Lando Norris, logo no início da temporada e se beneficiava das oscilações do britânico para abrir uma vantagem confortável. Mas, como a Fórmula 1 é sempre imprevisível, tudo mudou depois das férias de verão da categoria.
Desde o Grande Prêmio da Itália, foi o desempenho do australiano que despencou. Foi justamente nessa corrida que surgiu a polêmica que muitos apontaram como algo de que “Piastri iria se arrepender no final da temporada”: ele devolveu a posição a Norris a pedido da McLaren, já que o britânico havia sido prejudicado por um erro no pit stop.
Na etapa seguinte, o azar continuou. No Grande Prêmio do Azerbaijão, Piastri bateu sozinho no muro ainda na largada e abandonou, seu pior desempenho na temporada.
O declínio
Olhando para a situação atual, parece inevitável imaginar que Piastri se arrependa de decisões passadas. Mas, segundo ele mesmo, não é bem assim. Ao podcast Beyond The Grid, o australiano afirmou que uma combinação de fatores influenciou sua queda de rendimento. Em Monza já sentia que não era seu melhor fim de semana; em Baku, tentou compensar forçando além do limite e o erro cobrou seu preço. Ainda assim, ele diz ter aprendido muito naquela pista, tanto tecnicamente quanto emocionalmente.
“Hoje, olho para trás e penso, sem rodeios, que foi o pior fim de semana da minha carreira, mas o mais útil em certos aspectos.”
Na mesma entrevista, Piastri rebate suposições de que a McLaren prioriza Norris ou oferece um carro melhor ao britânico. Para ele, a equipe sempre operou mantendo igualdade plena entre os pilotos, tanto em equipamento quanto em condições de corrida.
“Não tratar os dois de forma igual é até mais complicado. O time fez um bom trabalho em tentar ser o mais justo e equilibrado possível. Em termos de equipamento, tudo que tivemos neste ano foi idêntico. No fim das contas, temos liberdade para correr, o que é ótimo para nós e para quem assiste.”
Atualmente, Norris tem quase um GP inteiro de vantagem sobre Piastri, com 24 pontos de margem para o companheiro de equipe. Nas últimas seis corridas, somando as Sprints, o australiano abandonou três vezes e não sobe ao pódio há cerca de dois meses.
Faltando apenas três etapas oficiais e uma Sprint no Catar, Piastri precisa recuperar o gás – e o fôlego – se quiser voltar a disputar o título.













