O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (22) acreditar na possibilidade de firmar um acordo comercial com a China.
A declaração foi feita em Washington, durante encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, às vésperas de sua reunião com o presidente chinês Xi Jinping.
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Trump disse estar confiante na retomada do diálogo e destacou a volta das compras de soja chinesa dos Estados Unidos como sinal de avanço.
O líder americano mencionou ainda a chance de incluir a China em discussões sobre controle de armamentos nucleares, em resposta a comentários recentes do presidente russo, Vladimir Putin, sobre redução de tensões no setor.
A reunião entre Trump e Xi está prevista para a próxima semana, na Coreia do Sul, à margem de uma conferência econômica regional.
Segundo autoridades americanas, o encontro deve ser breve, no formato de uma conversa lateral (“pull-aside”), com foco em temas comerciais e energéticos.
Trump planeja discutir as aquisições chinesas de petróleo russo e buscar compromissos para reequilibrar a balança entre as duas maiores economias do mundo.
Agenda de Trump

A viagem do presidente americano inclui escalas na Malásia, Coreia do Sul e Japão. No domingo (26), ele participa da reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Kuala Lumpur. E
m seguida, segue para Gyeongju, onde ocorre a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) entre 31 de outubro e 1º de novembro. Está prevista também uma parada no Japão para encontro com a primeira-ministra Sanae Takaichi.
Entre os principais temas de disputa, estão as restrições impostas pela China à exportação de elementos de terras raras e ímãs industriais — insumos considerados estratégicos para setores como energia e tecnologia.
Washington e seus aliados avaliam respostas coordenadas caso Pequim não flexibilize o controle de licenciamento, classificado por autoridades americanas como “inviável e inaceitável”.
Agro no centro da discussão
O comércio agrícola também está no centro das negociações. A Casa Branca tenta ampliar as exportações de soja e outros produtos rurais para o mercado chinês, enquanto monitora as importações chinesas de petróleo russo, consideradas por Trump uma questão de “segurança econômica global”.
Apesar das declarações de confiança, as tensões entre os dois países aumentaram nas últimas semanas.
Em resposta às restrições chinesas, Trump anunciou tarifas adicionais de 100% sobre produtos vindos da China a partir de 1º de novembro.
O presidente chegou a afirmar que um “corte de laços” comerciais seria possível se não houver progresso nas conversas.











